O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/10/2020

O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso dizia que “não se deve ter medo da globalização, mas sim ter competência para se inserir nela”. Nos últimos anos, a expansão do comércio virtual brasileiro vem crescendo exponencialmente, e o debate sobre o tema é essencial para a sociedade hodierna. Indubitavelmente, a influência midiática e o desenvolvimento tecnológico corroboram para que tal situação ocorra.

Em primeiro plano, vale destacar que, devido à globalização, existe um grande cruzamento de dados nas redes, podendo assim influenciar de maneira mais fácil a grande massa, através de anúncios perspicazes e, com auxílio de Inteligência Artificial (IA), saber quais os interesses pessoais de cada usuário da internet. Nesse sentido, o livro “1984”, do escritor inglês George Orwell, encaixa-se perfeitamente ao contexto em que foi inserido, pois no livro é retratado como a sociedade pode facilmente ser influenciada através da mídia. Em virtude disso, a persistência dessa problemática transforma-se em prejudicial ao corpo social.

Não obstante aos fatos supracitados, o desenvolvimento tecnológico também contribui diretamente para a expansão desse cenário. Conforme dados do Instituto Global de Inovação (IGI), o Brasil ocupou em 2019 a 66ª posição no ranking de desenvolvimento de tecnologias da informação. A partir disso, pode ser analisado que, mesmo com baixo avanço no ramo da tecnologia, ainda assim o comércio virtual conseguiu prosperar bastante em terras brasileiras. Logo, devem ser analisados os fatores gerais do tema, a fim de achar uma maneira para progredir nesse campo.

Portanto, é evidente que o quadro vigente no tocante ao comércio virtual no Brasil necessita de alterações. Dessa forma, compete ao Ministério das Comunicações - órgão estatal responsável pela mídia brasileira - regular, por meio de alterações constitucionais, as ações de empresas do mercado virtual para que, assim, a segurança e a privacidade asseguradas pelo Código Civil sejam respeitadas. Outrossim, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, instituição que administra o desenvolvimento científico e tecnológico tupiniquim, investir, por meio de parcerias público-privadas, em startups que possuam objetivo de elevar o nível da tecnologia no país e, destarte, subir no ranking já mencionado. Sendo assim, pode ser esperado que, em um futuro não longínquo, a expansão do comércio virtual não seja mais uma preocupação, e sim uma plataforma eficiente e responsável.