O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Na atual década, está sendo observado um fenômeno interessante no âmbito mercantil: o crescimento do comércio virtual no Brasil. Isso é algo notável, uma vez que esse é um modelo de comercialização o qual aumenta o leque de opções dos consumidores, além de oferecer uma praticidade enorme; também apresenta, entretanto, diversos problemas que precisam ser superados, dentre eles a dificuldade de adaptação dos pequenos comerciantes ao novo comércio e a desigualdade social entre as regiões brasileiras. Logo, são necessárias medidas capazes de reverter esse quadro.
Em primeiro lugar, é válido salientar que o Brasil é um país extremamente desigual e, por consequência, a distribuição dos recursos e a modernização do comércio acontece de maneira muito desequilibrada. Nesse contexto, cita-se o fenômeno que ocorreu no século XX, quando o Nordeste do Brasil passava por imensas dificuldades e um número alto de comerciantes e trabalhadores nordestinos - para tentar melhorar suas vidas -, migrou para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Isso é algo que evidencia a desigualdade presente no território brasileiro e, infelizmente, o país continua com problemas nesse âmbito; afetando, portanto, os comerciantes que não pertencem ao eixo Sudeste do Brasil, que acabam sofrendo uma poderosa desvantagem no processo de virtualização do comércio.
Ademais, vale reconhecer que a maioria dos comerciantes brasileiros são empresários de pequeno e médio porte, fato que - pela dificuldade de acesso aos recursos -, pode complexificar as vendas pelo meio virtual. Nessa perspectiva, o programa da Rede Globo, “Pequenas Empresas e Grandes Negócios”, é uma alternativa interessante para visualizar a dificuldade desses empreendedores, uma vez que ele revela como os comerciantes estão lutando para se adaptar ao comércio virtual e, sobretudo, não perderem espaço nessa nova era digital do mercado. Destarte, é imprescindível que o Estado tome atitudes para ajudar esses pequenos e médios empreendedores a se adaptarem ao novo comércio, uma vez que esses negócios são muito importantes no âmbito regional e nacional.
Por isso, são necessárias medidas capazes de reverter esse quadro. Para tanto, o Ministério da Economia deve orientar os pequenos e médios empreendedores sobre como usar o comércio digital, por meio de palestras gratuitas ministradas por peritos no assunto, a fim de facilitar a adaptação deles à essa nova era mercantil. Paralelamente, precisa-se que o Ministério do Desenvolvimento Regional aumente os recursos oferecidos à SUDENE, Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, objetivando, dessa forma, diminuir a desvantagem dos comerciantes nordestinos perante o eixo Sudeste do país. Com essas medidas, enfim, o comércio virtual será implementado com sucesso no Brasil.