O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 29/10/2020
Em um contexto onde a tecnologia passa a ocupar o lugar do homem no mercado de trabalho, e a tornar dispensáveis simples tarefas como ir ao mercado, os efeitos da “quarta revolução industrial” também são evidentes no comércio. O comércio virtual é um setor que encontra-se em ascensão, e como tudo que ocorre em grande escala, traz consigo as consequências. Para o comprador, facilidade; para o vendedor, ampliação de mercado consumidor; e para o trabalhador, a ameaça do desemprego.
Trazendo não só as facilidades para os envolvidos no comércio, também pode se dizer que o comércio virtual no Brasil tem sido fonte de inclusão social. Indígenas das tribos Yanomami por exemplo, vendem seus produtos artesanais em websites; seus produtos, que facilmente encontram-se esgotados nas lojas virtuais, são procurados por apreciadores de todos os estados Brasileiros e podem ser adquiridos com a facilidade de alguns cliques.
Apesar de tantos benefícios, assim como foi supracitado, o comércio virtual pode ser fonte de desemprego; prova disso, são as milhares de lojas físicas por todo o Brasil que fecharam durante a pandemia do COVID-19, e muitos proprietários após terem aderido o comércio virtual, perceberam um aumento nas vendas e decidiram permanecer nessa modalidade de negócios, dispensando assim a “necessidade” de alguns funcionários que antes eram indispensáveis para manter o negócio e a integridade das lojas.
Mediante esse cenário de benefícios e malefícios, o debate sobre o comércio virtual faz-se importante. Políticas e ações que favorecem o microempreendedor devem ser adotadas, como por exemplo, a redução nos impostos necessários para abrir e manter uma pequena empresa; concessões de crédito por bancos e financiadoras devem ter os juros reduzidos; cobranças abusivas de empresas de logística devem ser fiscalizadas. Medidas que favorecem os vendedores, incentivam a abertura de negócios e acabam por inferir na redução da taxa de desemprego.