O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 30/10/2020
No século XX, ocorreu a Revolução Técnico-Científico-Informacional, a qual é caracterizada por ultrapassar barreiras geográficas e reduzir distâncias por intermédio dos mecanismos tecnológicos. Nessa perspectiva, com o advento da internet, houve um crescimento significativo do comércio virtual no Brasil, em virtude da comodidade das compras on-line, bem como o avanço nas ultimas décadas dos meios de transporte e comunicação.Nesse contexto, urge analisar como o sistema capitalista e
a praticidade das compras via dispositivos móveis propiciam a ascensão do mercado cibernético.
Convém ressaltar ,a princípio, que a expansão do comércio virtual está intrinsecamente relacionada à lógica do sistema capitalista. Segundo o relatório NeoTrust ,no Brasil, em 2019, o e-commerce cresceu 22,7% em relação a 2018.Nesse viés, em meio a um cenário de gradual recuperação econômica,observa-se o avanço mercadológico on-line, em decorrência da ampliação do acesso à internet e dos dispositivos móveis.Diante disso, o modelo de consumo proliferado na esfera social através da dinâmica capitalista corroborou para a adesão de uma parcela da população ao varejo virtual, haja vista que esse comércio estimula o consumismo em massa, à medida que propaga constantes anúncios publicitários nos principais veículos digitais.Por conseguinte,essa conjuntura incita os indivíduos a consumirem cada vez mais e,assim, facilita a movimentação do capital.
Outrossim, vale salientar que a praticidade das compras on-line favorece a adoção por parte dos cidadãos a esse vigente modelo.De acordo com uma pesquisa realizada pelo NZN Intelligence, 74% dos consumidores brasileiros preferem compras on-line.Nesse sentido, a comodidade proporcionada pelo comércio virtual, como também a variedade de produtos disponibilizados propicia a ampliação de adeptos ao varejo virtual. Além disso,o mercado cibernético viabiliza que indivíduos residentes em municípios do interior e regiões mais afastadas de difícil acesso,como o Norte, adquiram bens de consumo.Desse modo, o crescimento do comércio eletrônico fomenta a economia nacional.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para ampliar o acesso ao comércio virtual no cenário nacional.Logo, cabe ao Ministério da Economia - órgão do Estado responsável pelo impulso ao crescimento econômico - proporcionar aos microempreendedores um incentivo fiscal, como uma redução dos impostos cobrados sobre os produtos , uma vez que preços mais acessíveis atraem mais consumidores.Isso deve ser feito por meio de verbas governamentais destinadas a promoção desse setor econômico, a fim de contribuir para a grande expansão do comércio virtual no país.