O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 04/11/2020

Em um dos episódios da série documental “Desserviços ao consumidor”, é apresentada a enorme demanda do consumo virtual em todo o mundo e o impacto socioeconômico desta nova modalidade de comércio. Sob esse viés, os meios tecnológicos revolucionaram as relações de compra e venda, à medida que proporcionaram um maior fluxo comunicativo e a expansão do mercado consumidor e da oferta de produtos. Todavia, o setor online pode constituir em armadilhas para os compradores, haja vista que há maior facilidade de manipular e fraudar sites ou aplicativos. Nesse âmbito, o comércio virtual está em constante desenvolvimento no Brasil, principalmente devido ao comodismo e à praticidade que proporcionam ao consumidor, mas podem acarretar sérios prejuízos financeiros.

Nesse contexto, o comércio virtual corresponde a uma nova maneira de realizar a comercialização de produtos, de modo prático e cômoda, à medida em que a compra pode ocorrer em qualquer ambiente e em horários não convencionais. Dessa forma, com a Revolução Tecno-Científica, o meios de comunicação foram introduzidos na realidade da população e sites, aplicativos ou outras plataformas digitais ganharam espaço na economia. Destarte, devido à facilidade de se acessar estes meios, muitos consumidores optam pela compra virtual, haja vista que não há necessidade de se deslocarem até a loja e preferem escolher e receber o produto no conforto de sua casa ou do local que desejar.

Entretanto, a internet é um ambiente que facilita a ocorrência de fraudes e manipulações, uma vez que ou proporciona a investigação dos usuários em prol do melhor desempenho de grandes empresas ou permite a criação de perfis falsos que enganam os indivíduos. Tal conjuntura é evidenciada no documentário “O dilema das redes”, em que as redes sociais são apontadas como manipuladoras, visto que ajustam o fornecimento de informações de acordo com o padrão do usuário, de modo a permitir uma maior visibilidade para algumas marcas. Por outro lado, criminosos criam plataformas falsas capazes de enganar um grande número de pessoas que são diretamente roubadas ao efetuarem a compra de produtos inexistentes ou têm suas contas clonadas e seu dinheiro desviado, o que consiste em um grande prejuízo financeiro para o cidadão.

Portanto, é dever do Ministério da Educação fornecer uma educação financeira por meio de palestras ou seminários, adequados a cada faixa etária, em que sejam abordadas temáticas como o poder de compra, dívidas e outras abordagens sobre o sistema econômico, com o objetivo de formar indivíduos dificilmente manipulados. Outrossim, o Ministério Público deve dificultar as ações criminosas nas plataformas digitais, por meio de investimentos em investigações policiais, mediante recursos federativos, com o objetivo de fornecer maior segurança aos usuários e o fim das fraudes virtuais.