O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto em o crescimento do comércio virtual e seus empasses apresentam barreiras. Esse embate ocorre tanto quanto pela baixa atuação do governo em relação aos impactos sociais, quanto pelo consumismo excessivo.
A priori, é fulcral salientar a questão constituinte como uma das causas do problema. Nesse sentido, é necessário o amparo governamental quanto os problemas sociais gerados pelo e-comerce. Sob esse espectro, pequenos comerciantes que ainda não estão adeptos a essa ferramenta de vendas, tem o seu lucro diretamente afetado. Nessa conjuntura, a não intervenção do Estado fere o Contrato Social defendido por Thomas Hobbes, o qual é de responsabilidade do governo garantir os direitos e o bem-estar da sociedade.
Ademais, outro fato a salientar é o consumismo exacerbado como promotor do problema. Nesse sentido, durante a navegação na internet, algoritmos direcionam os usuários, de forma indireta, a sites com produtos de interesse. Nessa conjutura, o economista Sean Parker, um dos primeiros investidores do facebook, destaca que a internet não está preocupada com o bem-estar dos usuários. Dessa forma, tal conduta pode despertar um consumismo exagerado, e como consequência, gerar problemas de saúde e financeiros para a população.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Nesse sentido, Cabe ao Ministério da Educação, realizar cursos, relacionados ao e-comerce, para pequenos empresários. Além disso, inserir, nas redes de ensino, disciplinas ligadas uso da internet, com professores capacitados a direcionar os jovens a como utilizar as redes de forma consciente. Desse modo, espera -se, em médio a longo prazo, atenuar os impactos nocivos, alcançando a Utopia de More.