O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Historicamente, o comércio virtual, também conhecido como e-commerce, surgiu nos Estados Unidos e ganhou força nos anos 1990, devido ao fácil acesso da população à Internet. Apesar de seu atuante crescimento, essa forma de comercialização tardou a se implementar no Brasil. Dessa maneira, torna-se indispensável a discussão de fatores que englobam essa problemática, devido à área ser pouco explorada, tanto do ponto de vista empresarial, quanto legislativo. Dentre os principais motivos, destacam-se: o sistema de entregas e a exigência da clientela.

Sob primeira análise, é necessário compreender os aspectos que levam os empreendedores brasileiros a sentir insegurança na hora de desenvolver o e-commerce. Sendo assim, um dos principais entraves, e essencial para a compreensão, é  a questão logística.  Somente em 2018, o site do Reclame Aqui registrou mais de 90 mil reclamações referentes a produtos quebrados, com atrasos na entrega ou extraviados. Tal dado releva a necessidade de melhoramento continuo das plataformas e meios de entrega. Além disso, a falta de legislação vigente também promove um aumento na vulnerabilidade do consumidor brasileiro, pois, mesmo com atualizações recentes, o Código de Defesa do Consumidor ainda não  abarca todas as questões relativas ao comércio digital e suas nuances.

Em segunda análise, no que abrange o universo das lojas, uma frase é muito comum: “o cliente tem sempre razão”. É notório, portanto, que a decisão de fechar uma compra está cada vez mais na mão do usuário, exigindo um constante aperfeiçoamento das lojas no ambiente virtual. Segundo pesquisa do PayPal, o número de lojas virtuais saltou de 913 mil para 1,3 milhões em apenas um ano e, devido ao fato, os consumidores acabaram manifestando maior exigência. Ato contínuo, agradar os clientes nem sempre é uma tarefa fácil, um e-commerce precisa estar preparado para satisfazer diferentes desejos e necessidades, desde um cliente ávido por novidades até aquele que só procura os menores preços, tornando ainda mais difícil seu processo.

Logo, faz-se necessária a ação do governo em conjunto com os empreendedores, a fim de promover o crescimento promissor do comércio virtual. Nesse sentido, cabe ao Poder Legislativo, em suas instâncias, por meio de assembleias, promoverem mudanças na legislação vigente, tornando-a mais rígida e abrangente, com o objetivo de salvaguardar os direitos do consumidor. Outrossim, também é responsabilidade do Ministério da Economia promover ações de educação, por meio de cursos e palestras sobre os benefícios do E-commerce para a economia da nação, com vistas a mudar o nível elevado de exigência dos usuários e dar melhor fluidez à comercialização.