O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/11/2020

A pandemia do Covid-19 forçou uma nova maneira de viver mundialmente, e para que o vírus não se alastrasse, o mundo teve de tomar medidas preventivas, e essas prejudicaram muitas pessoas e empresas em função da necessidade de contato. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, as vendas de janeiro a junho de 2020 cresceram 142% em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse fato, por um lado é muito bom, já que não coloca as pessoas em exposição em relação ao vírus, porém, por outro, muitas pessoas que viviam do comércio físico foram prejudicadas, pois nem todos possuem condições para acompanharam este avanço tecnológico, tanto os comerciantes quanto os clientes.

Entretanto, muitos não possuem condições para se adaptarem a este modo de venda, em decorrência do capital e conhecimento mal distribuído no Brasil. Assim como nem todos possuem confiança em comprar coisas pela internet devido à falta de toque físico e uma análise mais profunda do produto em questão. Isso se dá porque muitos clientes da plataforma digital foram engados de alguma forma. Qualquer um pode anunciar um produto online, mesmo tendo-o ou não, e alguns sites são muito flexíveis para este tipo de golpe, o que não colabora com o aumento ainda maior de compradores online. E em contrapartida, muitos brasileiros sequer possuem acesso mínimo a internet ou a celulares, tendo então de se expor presencialmente para as compras básicas.

Em síntese, poderia ter uma ferramenta que fiscalizasse o vendedor em plataformas de compra online, para que as pessoas pudessem comprar virtualmente de forma tranquila. Poderiam ter ferramentas para auxiliar os vendedores que já trabalhavam com comércio, e pudessem continuar dentro da rede sem se exporem e serem prejudicados. Além de que o acesso à internet deveria fazer parte da vida de todos, ainda mais devido aos últimos acontecimentos. Ou seja, poderia ter uma participação do governo em relação a isso, com pronunciamentos e exigências, para que as empresas privadas de telecomunicações contribuíssem para essa causa.