O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 16/11/2020
De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade pode ser equiparada a um corpo biológico, assim o mau funcionamento de uma instituição pode danificar todo o sistema. Dessa forma, o crescimento do comércio virtual no Brasil pode ser um exemplo desse prejuízo coletivo, sobretudo devido à ausência da inclusão digital e aos crimes eletrônicos. Por isso, é necessário não só analisar as origens e progressão dessa problemática, mas também apresentar soluções ao combate.
Em primeiro plano, cabe abordar que, segundo o IBGE, 21% dos indivíduos no campo não possuem acesso à internet, enquanto na área urbana esse indicador decresce para 1%. Isso ocorre, principalmente, por causa da falta de investimentos governamentais para a introdução da banda larga em regiões e em municípios sem conexão ou com conexão precária. Em consequência, os moradores dessas localidades têm seus serviços de compra afetados, uma vez que a conectividade é requerida para acessar o comércio virtual.
Em segundo plano, cabe abordar a Revolução Técnico-Científico-Informacional, que se manifestou a partir da década de 1970. Nesse momento há a união entre a técnica e a ciência, de modo que o funcionamento do mercado é guiado pelos avanços tecnológicos. Nesse contexto, na atualidade, percebe-se que uma das tendências desse desenvolvimento é o comércio virtual. Este, no entanto, é marcado negativamente pelos crimes eletrônicos como: falsificação e roubo dos dados durante os pagamentos ‘‘online’’. Essas infrações estão relacionadas com a escassez de políticas de proteção e privacidade efetivas em alguns sites e lojas. Por conseguinte, os clientes estão sujeitos à serem lesados durante as compras realizadas na esfera virtual.
Logo, a fim de mitigar esse problema, é essencial isto: que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por intermédio de verbas disponibilizadas pelo governo, invista na implantação e melhoria da internet nas áreas rurais, com o intuito de fomentar o comércio eletrônico ao promover a democratização da conectividade. Além disso, esse ministério, em parceria com o Ministério da Justiça, deve oferecer palestras aos vendedores sobre a importância da confidencialidade, integridade e autenticidade dos dados dos clientes para as lojas virtuais, por meio ‘’lives’’ nas redes sociais ministradas por profissionais qualificados. Ademais, associado com essa medida, é fundamental que esses ministérios insiram a obrigatoriedade da criptografia e da assinatura digital durante as compras, com o objetivo de assegurar a proteção e privacidade dos consumidores. Portanto, espera-se que, através dessas providências, o crescimento do comércio virtual no Brasil seja seguro e benéfico.