O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 16/11/2020

O “E-commerce” é uma forma de se denominar as redes digitais por onde se pode vender ou comprar um produto, tal meio de comércio veio junto dos avanços tecnológicos mais recentes e tem dominado o espaço mundial, chegando, graças também a pandemia de Covid-19, a ter altas formidáveis no Brasil. Entretanto, a comercialização virtual também trouxe problemas no quesito segurança pessoal, acessibilidade do produto e tentativas frequentes de fraude.

Primeiramente é importante discorrer sobre a segurança pessoal de aplicativos de compra, ao utilizá-los geralmente deve-se colocar um cartão para efetuar as compras, onde seus dados como CPF, número do cartão e nome completo são revelados. Os aplicativos como a ‘‘play store" dos celulares, “mercado livre”, “E-bay " dos computadores necessitam de tais informações para efetuarem suas transações, entretanto a chance de tais informações serem divulgadas por “hackers” é alta, o que se aplica na perda da funcionalidade dos cartões, roubo do dinheiro e falsificação do nome do cartão para fazer compras.

Em segundo lugar, outros tipos de fraude podem ser realizadas pelo método pelo qual os produtos são entregues às pessoas. Entende-se que ao comprar um produto pela internet não existe uma verificação física do mesmo, o que deixa em aberto a chance de venda de produtos mal feitos e a falsificação. Tanto o reembolso quanto a prisão do suspeito de fraude podem ser realizadas, entretanto a rede é vasta e em muitas ocasiões tais compras não são válidas como devidos crimes, cabe então a responsabilidade do cidadão confiar ou não no vendedor. Segundo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 8,9 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de fraude virtual de março de 2018 a março de 2019. Do total, 48% foram em transações ou compras na internet e 41% corresponderam a pessoas que tiveram o cartão de crédito clonado, a fraude mais comum.

Para desenvolver uma possibilidade de solução viável ao problema descrito seria interessante um monitoramento de dados a partir de um servidor nacional, o que favoreceria a entrada de informações de forma legal e a percepção de falha no monitoramento de cartões de crédito e fraudes, como diz a lei de LGPD, existe uma regulamentação para como se deve monitorar um site de compras que movimenta informações pessoais, o que abre caminho para opções mais amigáveis de monitoramento e certificação. Também seria interessante o Ministério da Cultura movimentar campanhas de conscientização dos direitos do consumidor para os cidadãos, onde se passaria na televisão em forma de anúncio meios para se comprar de forma segura na rede virtual.