O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 16/11/2020

A Quarta Revolução Industrial é um fenômeno global que também abrange países emergentes, como o Brasil. Um dos fatores chaves para esse ocorrido, é a expansão tecnológica. O acesso à internet se tornou algo tão brando e prático que o comércio também expandiu suas fronteiras para o mundo virtual e, consequentemente, o consumismo. No ano de 2020, essa expansão atingiu necessariamente elevados níveis, em decorrência da pandemia do COVID-19. Entretanto, esse fato não espelha apenas fatos positivos da sociedade brasileira: Através de dados, é fato que o comércio virtual elevou e destacou a desigualdade social brasileira.

Em primeiro plano, tem-se a modernização rápida de empresas virtuais em 2020. A pandemia trouxe consigo a quarentena. O fechamento do comercio foi repentino e, a fim de não perder lucro, houve uma alta migração para o mundo virtual. Desse modo, a praticidade se destaca quando é possível realizar compras de quaisquer produtos, pela internet, sem a necessidade de sair de casa. Estudos da psicologia comportamental indicam que a simplicidade da compra, sem a necessidade de deslocamento, aumenta o problema contemporâneo do consumismo e reforça as ideias de Karl Marx em relação ao Fetichismo da Mercadoria (O qual há a humanização do objeto, sendo esse mais importante que o consumidor)

Vale também citar o espelhamento tecnológico na desigualdade social. Houve modernização, facilidade e maior índice de consumo com o mercado virtual. Todavia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 60% da população brasileira não tem acesso à internet e 40% destes, vivem em situação de extrema pobreza.

Com intuito de amenizar o problema abordado, cabe ao Ministério da Saúde, através de palestras psicológicas de acesso público, alertar a população para o risco do consumismo. Ademais, a democratização da internet é necessária, pois além de reduzir a desigualdade, renderá mais lucro para empresas digitais.