O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 17/11/2020
Na antiguidade o comércio se baseava em trocas. Os centros comerciais não passavam de lugares onde se levava pertences que se desejava trocar por outros mais necessários. Conforme o ser humano foi evoluindo esse comércio passou a ser monetizado, e posteriormente se tornou uma das atividades econômicas mais importantes para um país. Atualmente, devido a tecnologia, a maneira de se realizar vendas mudou mais uma vez, agora podendo ser efetuada através da internet. Entretanto, a falta de acesso internet e de fiscalização dos sites de venda tem impedido sua expansão no Brasil.
No que tange esse problema, pode-se afirmar que cerca de 46 milhões de brasileiro não possuem acesso a internet, e a maior parte dessas pessoas se encontra em áreas rurais ou onde há altos níveis de pobreza. Enquanto nas áreas urbanas as pessoas sem acesso a internet são equivalentes a 20,6%, nas áreas rurais esse número atinge 53,5%, e outros 41,6% não realizam o acesso por não saberem como. Ademais, nas regiões norte e nordeste do brasil, onde os índices de pobreza e escolaridade são os mais baixos, existem os menores percentuais de usuários. Apesar do acesso a internet ter se expandido, ainda existe uma grande inépcia por parte do governo para efetuar a democratização desta, o que interfere no crescimento do comércio online.
É relevante abordar, também, que a falta de fiscalização e regulamentação adequada dos sites de venda virtuais gera desconfiança no consumidor, que acaba desistindo de efetuar suas compras. Com a atual situação de isolamento social, causada pela pandemia do covid-19, as vendas pela internet cresceram 100%. Entretanto,o Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Procon), registrou que as reclamações ligadas ao comércio online aumentaram cerca de 55%, e grande parte das reclamações estavam ligadas a garantias, entregas e cancelamentos, que são pontos significativos para garantir a confiança do consumidor. Tais problemas estão relacionados com a falta de regulamentação das lojas virtuais, que não recebem a devida supervisão dos órgãos responsáveis, que deveriam estabelecer leis e vistorias mais rígidas, além de disponibilizar mais assistência do Procon, para que os consumidores possam efetuar suas reclamações e solucionar seus impasses eficientemente.
Conclui-se, então, a necessidade de atenção no que tange os problemas que impedem o avanço do mercado online no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável pelas politicas de desenvolvimento nacional, deveria realizar um programa conjunto com as companhias de internet, para tornar a internet acessível para toda a população e produzir um programa em TV aberta explicando como esta deve ser utilizada, Ministério da Economia, responsável pela execução da politica econômica do país, deveria criar um programa rigoroso de regulamentação e fiscalização das lojas virtuais.