O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Com o advento das Tecnologias de Informação e Comunicação, surgiram amplas mudanças referentes às práticas de consumo, sobretudo através da efetivação do comércio virtual. Observam-se, todavia, gargalos e mazelas a serem melhoradas nos “e-commerces”. Por conseguinte, vale ressaltar os principais problemas relacionados à temática, além de buscar soluções viáveis e eficientes.

Em um primeiro plano, é prudente postular acerca dos inúmeros casos de sites fraudulentos e golpistas. Nesse sentido, vale citar o caso, ocorrido no ano de 2020, que envolve o site “123 Importados”. Este, embora fosse amplamente divulgado por canais de mídia de elevada relevância, se tratava de um golpe que vitimou milhares de consumidores. Sendo assim, tal modalidade de comércio propicia o surgimento de golpes que adquirem expressiva magnitude, através de propagandas dotadas de alta capacidade de coerção, bem como por meio de preços excessivamente baixos e chamativos.

Outrossim, cabe dissertar sobre a atuação dos “hackers” em tal meio, uma vez que, segundo publicação da Folha de São Paulo, no ano de 2019 foram clonados cerca de 3,6 milhões de cartões. Nesse âmbito, tais criminosos atuam de forma a roubar os dados pessoais e bancários dos consumidores, através da criação de sites falsos que muito se assemelham com os “e-commerces” de elevada credibilidade. Dessa forma, os dados bancários são roubados e vendidos, sobretudo, em fóruns da “deepweb”.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas a fim de mitigar tais mazelas. Para tanto, cabe ao Procon não apenas fiscalizar as empresas que praticam esse tipo de comércio, mas também conscientizar, através de palestras e campanhas publicitárias, a população acerca dos métodos de prevenção aos golpes. Ademais, é prudente efetivar a atuação da Polícia Federal contra os crimes cibernéticos, por meio da disponibilização de maior quantidade de recursos e profissionais qualificados. Dessa maneira, será garantida a segurança para os consumidores em meios virtuais.