O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/11/2020

O isolamento social imposto pela Pandemia do corona vírus, trouxe impactos significativos para no modo das pessoas adquirirem bens e serviços. O chamado E-commerce, abreviação em inglês de comércio eletrônico, ou seja, toda transação comercial feita através da internet com o auxílio de um equipamento eletrônico, foi a forma que muitas empresas acharam para não perder lucro ou mesmo para garantir a sua permanência no mercado.

Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, feita em parceria com a Elo, o faturamento com as vendas online subiu 47% nos primeiros seis meses do ano, totalizando 38,8 bilhões de reais. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020. A pesquisa ainda aponta que somente no mês de abril de 2020, houve um aumento de 98% em relação a todas as compras realizadas no ano de 2019. Ou seja, o isolamento social favoreceu muito esse tipo de negócio.

As facilidades do comércio eletrônico pode trazer problemas para a nossa saúde mental. Quando objetos de desejo estão apenas um clic de serem alcançados, há o surgimento de uma linha frágil entre amar comprar pela internet e ter um vício em compras online. Alguns especialistas afirmam que esse vício deve ser classificado como um problema de saúde mental. Compulsão por compras existe há muito tempo, mas, como a era digital facilita o ato de comprar com um simples toque, 24 horas por dia, fica o alerta para que não caiamos na cilada, evitando comprar por compulsão.

Todos os avanços tecnológicos produzidos pela humanidade, normalmente trazem consigo mudanças de hábitos. Por isso é importa conhecer os riscos a que estamos expostos. No caso do comércio eletrônico, além do famoso golpe de comprar ‘gato-por-lebre’, precisamos estar atentos ao desenvolvimento da compulsão pelo ato de comprar. Uma vez viciado em compras, são grandes as chances de endividamento e perda de interesse pelas coisas fundamentais como família, trabalho, estudos, entre outras.