O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 21/11/2020

Desde o surgimento dos serviços de compra e venda online, um novo mercado que vem se expandido rapidamente, cada vez mais oferecendo novos serviços para seus consumidores, muito se fala sobre o impacto dos serviços virtuais na economia nacional e no comércio físico tradicional. Steve Jobs estava certo quando disse que “a tecnologia muda o mundo”; em um mundo que busca o imediatismo, é difícil pensar em como as coisas seriam sem alguns serviços virtuais dos quais nós já nos acostumamos, como aplicativos de comida e delivery, bancos virtuais que permitem pagar boletos e contas sem nem sair-se de casa ou aplicativos de corrida, como o Uber ou o 99 Pop.

Os serviços virtuais são, inevitavelmente, muito mais práticos do que o comércio tradicional. Acessando o “E-bay” ou a “Amazon” pode-se comprar qualquer coisa, a qualquer hora do dia, sem ao menos se sair de casa. Até mesmo a indústria cinematográfica está fadada a se adequar aos consumidores de hoje, como é o caso do filme Mulan (2020), que não foi exibido nos cinemas, transmitido apenas pelo serviço de Streaming da Disney, o Disney+. E com a onda crescente de novos consumidores, empresas de compra e venda, como o site Mercado Livre, estão cada vez mais investindo em serviços de entrega privados; hoje é possível se comprar livros pela internet e os receber apenas algumas horas depois, na porta de casa.

Mas, é importante destacar que a nova onda dos serviços virtuais trazem também prejuízo para os serviços tradicionais. Com a capacidade de, por exemplo, reservar hotéis e passagens de avião por sites on-line a um clique, a defasagem de agências de viagens físicas fica cada vez mais evidente. A CVC, importante empresa de turismo nacional, hoje tem uma divida de cerca de um milhão de reais, rapidamente perdendo seu espaço no mercado. A rede de livrarias Saraiva é outro exemplo, tendo declarado falência neste ano de 2020, após não conseguir mais competir com serviços virtuais, como o da Amazon e Submarino, que além de oferecer a comodidade das compras on-line, tinham ainda preços muito mais baixos nos mesmos livros que as lojas físicas da Saraiva ofereciam.

Desta forma, é possível perceber que existem tanto pontos positivos no crescente mercado virtual, quanto pontos negativos. É necessário, principalmente ao governo, organizar e apoiar o fluxo de dinheiro nos comércios tradicionais, valendo-se de auxílios as empresas mais afetadas, redução de impostos ou até mesmo o incentivo de eventos culturais que promovam a movimentação dos lojistas com os consumidores, como a Feira do Livro anual de Porto Alegre, mas ainda sim incentivar ao comércio virtual e a evolução, não retroceder. Como disse o cientista Charles Darwin certa vez: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto a mudança”.