O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 22/11/2020
A Grande Depressão, decorrente da Crise de 1929, resultou de um consumismo excessivo e preocupante, ou seja, evento que gerou enorme desemprego, falência de bancos e toneladas de produtos desnecessários. Seguindo essa perspectiva, percebe-se a possível relação do consumismo da década de 20 e o crescimento do comércio virtual no Brasil. Dessa forma, é fulcral ressaltar a excessiva compulsão por bens materiais e a má influência midiática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o neofilismo é um dos principais fatores da problemática. Sabe-se, que a partir do período Barroco na Literatura, a mulher transformou-se em um instrumento de sedução dentro da poesia, criando-se a idealização da mulher perfeita, com joias e pertences fabulosos. Logo, percebe-se que a necessidade de possuir cada vez mais objetos e acessórios é um sinal de superioridade, mesmo que refira-se a um consumismo desnecessário. Assim, nota-se que o recente crescimento do comércio virtual é somente uma das diversas ferramentas para a perpetuação do imbróglio.
Ademais, outro fator a salientar é a má influência midiática. Segundo o filósofo Karl Marx, cria-se o fetiche em relação a uma mercadoria, para a construção da ilusão de que a felicidade é encontrada apenas quando se compra algo. Por esse ângulo, os grandes veículos de mídias, como canais de televisão e jornais, principalmente durante a quarentena do ano de 2020, aproveitam-se da (possível) ingenuidade dos indivíduos, logo, criam-se propagandas chamativas e atraentes para que as pessoas que passam grande parte do seu tempo em suas redes sociais, comprem seus produtos sem sair de suas casas. Sendo assim, é perceptível que o comércio virtual aumentou em razão do fato de que houve um aumento de horas dos indivíduos conectados na internet.
Mediante o exposto, é notável que o crescimento do comércio virtual no Brasil agrava, de certa forma, um impasse. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve, por meio de campanhas e palestras informativas em escolas, fomentar o senso crítico dos jovens estudantes. Sendo assim, é preciso profissionais experientes sobre males do consumismo, como psicólogos e orientadores da área de educação, para conscientizar os alunos do Ensino Fundamental e Médio sobre o assunto, para que indique-se a melhor forma de decisão sobre a compra - ou não - dos produtos, conscientemente. Consequentemente, os aprendizes ficarão informados sobre a maneira correta de consumo e não será incentivado o consumismo, mostrando a importância do combate a esse problema, impedindo que a história da Grande Depressão se repita.