O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 06/01/2021
“As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, são uma armadilha”. Essa afirmação do sóciologo polonês Zygmunt Bauman pode ser facilmente aplicada à questão do alto consumo pelo comércio eletrônico, já que geram o descontrole nas compras. Inegavelmente, tal conjuntura tem como origem clara a mentalidade capitalista, que torna o consumo inconsciente. Assim, entre os fatores que consolidam esse panorama, destacam-se a influência da mídia, juntamente com a obsolescência programada.
É fundamental perceber, a princípio, que as ações midiáticas, aliada ao discurso capitalista, alicerça o atual aumento no uso do comércio virtual. Isso ocorre porque a midía, representa interesses lucrativos e não sociais, nesse sentido, o poder de compra configura-se como hierarquia. Como consequência disso, os veículos de comunicação estimulam desejos não necessários. Essa situação assemelha-se ao pensamento do escritor Guy Debord, sobre o conceito de sociedade do espetáculo, uma vez que o consumismo para a exibição de produtos gera prestígio social.
Além disso, uma obsolescência programada, somada ao paradigma capitalista, solidifica o atual quadro de consumo pelo comércio eletrônico. Essa situação ocorre pois para a obtenção de lucro as empresas intensificam sua dinâmica de produção. Como resultado disso, os indivíduos consomem para não serem excluídos das bolhas sociais. Tal pensamento está em paralelo ao que afirmará o empresário estadunidense Steve Jobs, o qual “As pessoas não sabem o que querem até mostramos a elas” já que a fabricação e a exposição de produtos, aprofundará ainda mais o consumo.
Diante do exposto, é importante destacar que o alto consumo virtual tem como origem clara a mentalidade capitalista. Dessa forma, a fim de solucionar essa problemática, o governo federal em parceria com seus órgãos e ministérios, deveria criar um Programa Nacional para Conscientização do Consumo, que propusesse, junto ao Congresso, a criação de leis que alterassem as Diretrizes Nacionais Curriculares, com o fito de que os alunos do ensino médio e fundamental tenham conhecimento sobre gasto saudável e consciente. Ademais, é vital que esse programa crie um Fundo de Investimento que financie campanhas audiovisuais para os adultos, a fim de aumentar a criticidade deles. Espera-se que com essas medidas o consumo nas redes não seja uma armadilha para o descontrole.