O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 02/12/2020

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que o comércio virtual contribua para o crescimento econômico, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do consumismo, em detrimento da cultura de massa, bem como a falta de fiscalização no comércio digital acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, é indubitável que a sociedade sofreu modificações, para que assim pudesse acompanhar o desenvolvimento tecnológico, como foi o caso da transição das formas de comércio. A princípio, durante a Idade Média, a feira era o principal meio de trocas comerciais, em seguida, foi possível utilizar a internet para moldar a distribuição e aquisição de produtos. Em consonância aos dias atuais, com o uso da mídia, o consumo é facilitado, especialmente pela praticidade que o comércio virtual oferece, sem que haja um deslocamento de casa, por exemplo. No entanto, com tais benefícios, restringir as pessoas do consumo é um desafio, ainda mais com uma cultura de massa em vigor, a fim de manipular o pensamento das pessoas, sendo um pensamento do filósofo Theodor Adorno.

Sob um segundo enfoque, sabe-se que muitas pessoas não tem o conhecimento acerca de como a loja virtual foi criada, qual é o seu principal intuito, bem como o quanto é possível confiar. Desse modo, tendo em vista uma fiscalização pendente, fica claro o aumento de fraudes e incoerência com o produto pedido. Tanto que, segundo o Código de defesa do consumidor, o cliente tem direito de devolver o produto em até 7 dias úteis após a compra. Contudo, essa legislação só é válida para empresas nacionais ou estrangeiras que tenham filial no Brasil, contradizendo as expectavas de muitos consumidores e inviabilizando uma possível troca. Por fim, para que haja um equilíbrio da justiça, o controle da fiscalização deve ser exigido.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério do Trabalho crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes sociais, sendo administrada por profissionais do consumidor, para que a população seja orientada a consumir somente o necessário, a fim de evitar a cultura de massa e garantir o consumo consciente. Além disso, utilizando o órgão supracitado, cabe ao governo garantir na prática, a fiscalização rígida do comércio virtual, para que as pessoas sejam informadas acerca daqueles sites que já tiveram reclamações. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.