O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 08/12/2020
O E-commerce nosso de cada dia
A implementação da Internet-promovida em plena Guerra Fria-possibilitou o advento do consumo digital.Com efeito,tal evento em consonância com o barateamento dos ‘‘smartphones’’ e dos computadores pessoais permitiram a consolidação das práticas mercantis ‘‘on-line’’,sobretudo em países emergentes com o aumento da renda média,a exemplo do Brasil.Desse modo,corporações como a Amazon e a Magalu obtiveram dividendos vultuosos através do investimento nessa área promissora.Sendo assim,se por um lado o comércio virtual erige avanços,por outro ainda existem obstáculos a serem superados.
Em primeiro plano,consoante o sociólogo espanhol Manuel Castells,a inserção do incremento computacional proporciona a facilidade da consumição.Sob esse viés,a comodidade de entregas ‘‘door to door’’,tanto de eletrônicos quanto de víveres,em conjunto com a economia de tempo gerada pelo cancelamento da ida à loja física,impulsionaram as transações,haja vista a progressão recorde do setor nos últimos anos.Dessarte,o isolamento realizado pela pandemia de SARS-CoV-2 só tornou mais visível a difusão dos negócios digitais.
No entanto,de acordo com o filósofo Pierre Lévy,a tecnologia utilizada na ação da compra estabelece um novo tipo de vulnerabilidade.Nesse sentido,os dados pessoais e bancários podem ser furtados,vide cópias de CPF e de dígitos de cartão de crédito,por intérmédio de más condutas,uma vez que,lamentavelmente,existe um mercado de venda de informações viabilizado por ‘‘hackers’’ e por vazamentos empresariais internos.Ademais,faz-se necessário citar a deficiente logística distribucional que ‘‘convive’’,diariamente,com atrasos,avarias de mercadorias e roubo de cargas.
Cabe evidenciar,por conseguinte,o papel do Poder Legislativo Federal na mitigação da problemática.Tal entidade deve,por meio de votações no Congresso Nacional,complementar o Código de Defesa do Consumidor,com o fito de recrudescer o pagamento de multas e do tempo de privação de liberdade para desestimular os criminosos.Além disso,urge a criação de parcerias público-privadas na área de transporte de bens,mediante a isenção fiscal,com a meta de maximizar e melhorar a transferência e o aspecto do produto para o consumidor final.Logo,poder-se-á construir um comércio alicerçado e transparente.