O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 07/12/2020

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que todo cidadão brasileiro possui direito à segurança e ao bem-estar, percebe-se que, na atual realidade brasileira, esses direitos não são cumpridos, visto que o crescimento do comércio traz consigo entraves para a população. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão dos golpes na internet, mas também do crescimento do consumismo. Assim, cabe a análise das problemáticas e soluções.

Primordialmente, é fulcral pontuar que, segundo o jornal Globo, no ano de 2019 ocorreu um aumento de mais de 20% do comércio virtual em relação ao ano de 2018. Visto isso, nota-se que embora o crescimento das vendas online contribuam para o crescimento da economia do país, identifique-se uma margem para golpes. Consoante a isso, pode-se ressaltar o aumento do marketing por meio de influenciadores digitais - pessoas que divulgam marcas e produtos por meio de redes sociais - como um propulsor dos golpes, pois, muitas vezes, os mesmos não possuem conhecimento aprofundado do que estão divulgando, não informando-se, portanto, se é um produto de confiança e seguro. Acarretando, assim, uma falsa sensação de segurança aos consumidores, onde na verdade, estão suscetíveis a tais golpes.

Paralelamente, o aumento do comércio desenfreia o consumismo exagerado da população, visto que a facilidade do comércio virtual corrobora para o aumento das compras, e, consequentemente, das dívidas. Nesse viés, depreende-se o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, que diz que, a sociedade utiliza as compras como um “símbolo”, ou seja, o quanto uma pessoa consome define o seu status social. Desse modo, uma busca pela aclamação da sociedade faz com que as pessoas consumam mais do que podem, e acabam gerando dívidas maiores do que conseguem pagar.

Verifica-se, então, a atuação do governo para mitigar essa mazela. Para que ocorra, uma diminuição dos entraves gerados pelo crescimento das vendas virtuais, urge que o Ministério do Comércio e a mídia, juntos, façam campanhas, por meio de propagandas televisionárias e posts em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os golpes que podem ocorrer ao se comprar virtualmente, e, também, informar sobre o consumismo e suas consequências para a área financeira. Somente assim, os direitos assegurados pela Constituição serão cumpridos.