O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 07/12/2020
A partir da Terceira Revolução Industrial as novas tecnologias, como os computadores, os celulares e a internet, de forma geral, se popularização e se integraram ao cotidiano social. Assim, por meio de tais inovações, diversos âmbitos da economia brasileira obtiveram crescimentos, em especial o comércio virtual. Isso se deve, principalmente, ao baixo custo operacional e ao atual contexto de pandemia de Covid-19.
Nesse sentido, é fundamental ressaltar o menor custo das lojas virtuais como um fator que contribui, diretamente, para o crescimento do comércio virtual no Brasil. Dessa forma, em um primeiro momento, os gastos do e-commerce, quando comparados aos de uma loja física, são bem menores e suas taxas de lucro são maiores, uma vez que investimentos como aluguel, funcionários e alguns impostos, na maioria das vezes, não são necessários. Desse modo, um exemplo dessa diferença de custos é a menor tributação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), que a partir de 2015, é menor para compras virtuais interestaduais no Brasil.
Ademais, é de extrema importância salientar a pandemia de coronavírus como um aspecto que impulsionou o crescimento do comércio virtual no Brasil. Assim, como a principal medida de prevenção contra o Covid-19 é o isolamento social, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diversas cidades brasileiras instituíram o “lockdown” (fechamento de todo os comércio não essencial). Portanto, nesse cenário, a loja eletrônica se tornou a única opção viável para os empreendedores, no qual obteve no ano de 2020 um crescimento de 40,7%, de acordo o como a pesquisa Perfil do E-Commerce Brasileiro.
Logo, cabe ao Estado incentivar o comércio virtual, por meio de vantagens fiscais, a exemplo a redução do ICMS, com o intuito de manter o elevado crescimento, para beneficiar tanto os empreendedores quanto a economia do país. Além disso, é função do Poder Público estimular o comércio, em especial o virtual, no contexto de pandemia, por via da facilitação de crédito, em especial para as recentes lojas “online”, a fim de perpetuar o crescimento positivo do e-commerce, bem como para evitar os impasses financeiros do lockdown.