O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 08/12/2020

A Pandemia de COVID-19 que assola o mundo no ano de 2020 trouxe modificações em diversas áreas, ocasionadas pela necessidade de isolamento social para a contenção do vírus. Uma das áreas mais afetadas foi o comércio, que precisou se reinventar - seguindo uma tendência que já vinha se expandindo a anos - e se adaptar ao meio virtual. Entretanto, mesmo apresentando um crescimento consideravel, é necessário avaliar os prós e contras dessa modalidade de vendas.

O site “e-commerce Brasil” publicou um artigo em agosto de 2020, no qual cita as transformações que o comércio brasileiro sofreu para que atingisse um crescimento médio projetado de 40% nesse ano. Essa reportagem mostra que vários comércios aderiram à modalidade virtual como forma de sobrevivência em meio à pandemia, e que essa adaptação foi bem aceita pela população, resultando no aumento das compras e gerando lucros para o empresário.Para o cliente, a virtualização das vendas também foi benéfica, se convertendo em facilidade - uma vez que não precisa sair de casa -, globalização - já que é possível comprar dos locais mais distantes - e redução de custos - visto que o comerciante não precisa gastar tanto com funcionários quanto antes era necessário.

Entretanto, a virtualização do comércio também trouxe consequências maléficas para comerciantes e clientes. O principal ponto negativo está no aumento de número de fraudes que atinge ambas as partes. Segundo estudos realizados pela empresa de consultorias Konduto, no primeiro semestre de 2020 o número de fraudes no comércio eletrônico cresceu quase 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.Outra importante consequência está no desistímulo ao pequeno comércio, que não tendo como migrar para o mundo virtual, se prejudicou com a pandemia, reduzindo as vendas e declarando falência. O site “Poder 360” publicou um estudo que comprova que até junho de 2020 o número de pedidos de falência e recuperação judicial tinha superado o ano anterior em 71,3%.

Visto que os prós superam os contras, cabe ao Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços em ação conjunta ao Ministério da Economia, o maior desenvolvimento do comércio virtual através de políticas e ações que objetivem a redução de fraudes e encorajem as pequenas empresas a aderirem essa modalidade, por meio de incentivos legais e monetários, além da criação de uma legislação mais rigída no combate de crimes e fraudes virtuais, de forma a potencializar o lucro do empresário e proteger o cliente.