O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 14/12/2020
É notório o aumeto do comércio virtual no Brasil. Visto que, em razão da pandemia, as pessoas tem que ficar em casa, em razão de precaver a propagação do vírus. Comprar online facilita e ajuda a prevenir à todos. Uma vez que não precisa-se sair de casa para escolher o item e realizar o pagamento. Levando em conta também que os avanços tecnológicos tiveram um avanço significativo desde o inicio da Idade Contemporânea pode-se afirmar que esses avanços interferem internamente nesse crescimento comercial.
Contudo a acelerada evolução tecnológica possui um envolvimento plausível diante do aumento das compras online. É preciso entender, no entanto, que não se trata de um movimento novo, apenas acelerado. O mercado brasileiro de comércio eletrônico já vinha registrando índices de crescimento maiores que o do varejo tradicional há alguns anos. Em uma análise realizada com base em dados da Euromonitor mostra que, entre os anos de 2014 e 2019, o e-commerce cresceu cinco vezes mais rápido que o comércio tradicional. No período, a penetração do comércio eletrônico dobrou: foi de 4% para 8% e trouxe consigo o mobile commerce, que chegou a 3% de penetração. Segundo Steve Jobs, empresário e magnata americano “a tecnologia move o mundo”.
No contexto atual, com a pandemia da Covid-19 e o forçoso isolamento social de boa parte da população, este crescimento ganhou um impulso. Com boa parte do comércio tradicional com as portas fechadas, muitos setores vivenciaram o crescimento de suas vendas online nos primeiros dois meses de pandemia no Brasil. E isso fica claro quando se percebe o aumento do tráfego nos principais sites nacionais de comércio eletrônico entre os meses de fevereiro e maio deste ano. No período, o volume de visualizações no site da Americanas.com saltou de 90 milhões de visitas por mês para 134 milhões. O mesmo ocorreu com a Amazon.com (de 52 milhões de visitas mensais para 73 milhões); e com as operações online do Magazine Luiza (de 47 milhões para 73 milhões).
Entretanto os avanços digitais, apesar de cada vez mais aparentes, não se dão de maneira igualitária entre países, entre empresas e até mesmo entre gerações de uma mesma sociedade. O governo precisa de mais infraestrutura, ainda não estão preparados para lidar com tamanha conectividade. Nem todos eles possuem alguma política de estratégia digital e, mesmo os que têm, ainda sofrem com falta de organização para estabelecer quem é responsável por cada função. É preciso que haja mais investimento para a capacitação de todos os tipos de atores sociais para essa lógica digital, para que haja uma mudança digital, mais produtiva e inclusiva.