O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 17/12/2020

Um recente estudo realizado pela conslutória de gestão estratégica Kearney mostrou que, em 2019, o comércio virtual faturou 75 bilhões e apresentou um crescimento de 38% em relação à 2018. Sob essa perspectiva, é correto afirmar que o crescimento do varejo digital é recente, acelerado e em vigência, uma vez que existe uma mudança de hábitos no perfil dos consumidores brasileiros provocada pela busca do conforto, comodidade  e pela impulsão provocada pelo isolamento social da pandemia do COVID-19. Entretanto, essa conjuntura provoca mudanças substanciais nas relações de trabalho e provocam impactos econômicos as pequenas lojas físicas que não passaram pelo processo de digitalização. Logo, faz-se necessária a análise da problemática, a fim de contronar os impasses provocados pelo comercio virtual no Brasil.

Em primeira análise, as novas tendências de consumo, junto à nova demanda provocada pelo “lockdown”, promoveram alterações nas relações de trabalho, como mostra dados do E-comence que evidencia um aumento significativo no varejo digital no periódo mais crítico do isolamento social, inferindo que houve um aumento de 137,35% nas compras onlines, com destaque no ramo alimentício. Dessa forma, os recursos necessários para essas empresas adequarem na nova dinâmica mercadólogica, como entrgadores, sistema operacional, plataformas, entre outros provocam a efetivação do fenômeno da “uberização”, que consiste em trabalhos liberais, felíveis e informais por meio de aplicativos de telefone.

Entrento, na prática, essa conjuntura promove consenquências para os trabalhadores, visto que esses não possuem leis trabalhistas e nem benefícios a seu favor. Dessa maneira, promove-se uma precariazação das condições de trabalho devido a uma organização descentralizada entre contratante e contratado. Além disso, outro impacto vigente desse processo acelerado é a dificuldade coméricios físicos pequenos digitalizarem e se incluir no mercado digital, já que não estavam preparados para lidarem com a nova dinâmica, pois não contaram com instrução empresarial. Assim,esses comerciantes ficam à margem da estrutura, e sofrem ainda mais com os impactos economicos do isolamento social.

Infere-se, portanto, que para contornar os impactos provocados pelo comércio virtual, é necessário que o Ministério do Trabalho, junto ao SEBRAE, regulamente a tercerização, por meio do apoio ao surgimento de empresas privadas que poderam ser contratadas pelos trabalhadores para cuidarem da sua relação com o contrante e assegurem condições favoráveis de trabalho, realizando prognósticos de lucro, e crie um sistma de benefícios e seguro de vida. Além disso, instruir os lojistas da importância da digitalização e sobre o marketing e emprendedorismo digital, visando a redução dos impactos.