O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A música “Cérebro Eletrônico”, do cantor Gilberto Gil, relata as facilidades que a tecnologia porde trazer para a sociedade, na qual se pode “mandar e desmandar”. Entre essas facilidades pode-se citar o comércio virtual, que tem crescido nos últimos anos pela sua diversidade e pelo comodismo. Desse modo, analisar questões, como a falta de conhecimento desse mercado e da abrangência nacional são necessárias.

Em primeiro plano, vale salientar a ausência de conhecimento sobre o mercado online. Apesar da internet ser um veículo facilitador de pesquisas e até compras, o manuseio dela para o setor de vendas exige que o comerciante se atualize, de forma constante, para atingir o maior público possível. Porém, esse cenário não é a realidade de muitos vendedores, nos quais, em grande parte, não possuem acesso à rede. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, mais de 45 milhões de brasileiros não têm acesso à internet e, cerca de, 41% deles não sabe usá-la, o que reforça o desconhecimento como problema no comércio virtual.

Outrossim, é nítido que o mercado online não atinge todas as regiões da mesma maneira. Geralmente, em regiões do interior do país a internet não chega com a mesma qualidade do que nas capitais, o que, vinculado a situação das rodovias interestaduais, não contribui para que esse comércio de expanda nacionalmente. A exemplo tem-se uma reportagem do programa Fantástico, na qual mostra a dificuldade para que a compra online chegue ao interior do Maranhão versus na capital paulista.

Portanto, o “Cérebro Eletrônico” é um retrato da realidade, em que podemos fazer muita coisa pela tecnologia. Por isso, o Ministério das Cidades, em conjunto com empresas privadas, deve elaborar um plano de melhoria das rodovias e dos modais, por meio da identificação dos transportes adequados para cada região, a fim de agilizar entregas e fomentar o comércio online. Ademais, o Ministério da Ciência e Tecnologia, junto com universidades, deve implantar redes gratuitas no interior, por meio de propostas dos estudantes, visando o aprendizado e o acesso.