O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 21/12/2020
Em razão do novo coronavírus, diversas tendências surgiram e, hoje, já fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros. É evidente que, entre elas, a ascensão do e-commerce se mostrou o mais novo modo de comprar e vender - abandonando as lojas físicas e migrando para o comércio digital. De acordo com uma pesquisa realizada pelo movimento “Compre&Confie”, em 2020, o faturamento do e-commerce brasileiro atingiu, em agosto, a marca de R$ 41,92 bilhões, demonstrando o crescimento da nova modalidade. Porém, torna-se necessário enunciar, também, que a desconfiança em relação ao comércio eletrônico e os altos custos de frete ainda são empecilhos para o desenvolvimento da nova tendência, pois são fatores determinantes na relação do usuário com a mesma.
Em primeira análise, é necessário destacar que o receio da população para com o e-commerce ainda é um fator determinante no número de vendas digitais. Segundo uma pesquisa realizada pela espanhola Minsait, em 2020, constatou-se que 20,9% dos brasileiros entrevistados sentem desconfiança em relação ao pagamento móvel, tornando esse motivo uma barreira ainda presente nas relações digitais. Portanto, nota-se que muitos usuários ainda não se familiarizaram com a nova tendência, freiando, parcialmente, os números de compras e vendas.
Da mesma maneira, é preciso enfatizar os elevados custos de frete, e como esse problema afeta no ato da compra digital. De acordo com dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre, existem pouco mais de 160 mil transportadoras atendendo as cobranças do e-commerce. Por consequência, uma vez que a demanda é maior do que a oferta de transporte disponível, os preços tendem a aumentar, impactando diretamente no valor pago pelo consumidor final. Por esse fator, segundo a consultoria Econsultancy, 55% das desistências na hora da compra são causadas pelo alto valor do frete, tornando-se, assim, mais uma trava para o avanço do e-commerce brasileiro.
Por esse motivos, tornam-se urgentes medidas públicas, de modo a destravar o comércio eletrônico e alavancar a nova tendência. O Ministério da Economia deve investir em propagandas televisivas, apresentando e esclarecendo ao telespectador sobre a nova forma de comércio, a fim de familiarizar e incentivar o indivíduo, que ainda receia em comprar online, a aderir à nova modalidade. Ademais, o Ministério da Economia, juntamente com o Ministério dos Transportes, devem incentivar o mercado de transportadoras, isentando os impostos sobre a abertura de novas empresas de transporte, a fim de fomentar o setor e, consequentemente, aliviar o peso do frete no preço final do produto. Somente dessa maneira, o Brasil irá alavancar o e-commerce nacional e usufuir, sem barreiras, da nova tendência mundial.