O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 02/01/2021
Em sua música “7 rings”, Ariana Grande, uma cantora estadunidense, fala sobre algumas das coisas que compra por ter e poder gastar dinheiro da forma como se sente à vontade. Por analogia, com a globalização atual, adquirir mercadorias tornou-se fácil e rápido, visto que não é mais obrigatório dirigir-se à uma loja física, pois tudo pode ser feito nos aparelhos digitais. Entretanto, a condição financeira de nada vale se não houver controle e um certo cuidado ao realizar a obtenção de ítens, pois as vendas online são, de certo modo, às cegas, sendo crucial fazer verificações antes de concluir uma compra para evitar transtornos e possíveis fraudes.
Em primeiro lugar, parafraseando o sociólogo alemão Karl Marx, a alienação interfere na capacidade dos indivíduos sociais de agirem e pensarem por sí, ficando submetidos às diretrizes do sistema capitalista. Com isso, fica evidente que a sociedade atual encontra-se sujeita a todo tipo de persuasão para possuir determinado produto, principalmente com o aumento dos influenciadores digitais, pessoas produtoras de conteúdos online que compartilham com seus seguidores seu estilo de vida, e que na maioria das vezes são patrocinadas para representar marcas e produtos. Vale salientar também que a comodidade proporcionada pelas lojas virtuais acabam fazendo com que esse mercado se expanda e aumente cada vez mais o consumismo.
Outrossim, nota-se que muitos negócios tiveram de migrar para a versão online por causa da pandemia vigente no ano de 2020, ocasionando, dessa forma, no crescimento do comércio virtual. De acordo com Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil, houve um aumento em 2019 que já havia batido 37% do total de vendas. Sendo assim, fatores como a escolha do site, reputação, necessidade de adesão, preços e qualidade devem ser observados, pois são de suma importância para uma compra consciente e segura.
Conclui-se, portanto, que medidas devem ser frisadas para assegurar melhor os consumidores em suas compras. É imprescindível que o governo, junto a mídia, promovam campanhas de conscientização a respeito do consumismo e seus impactos, buscando levar o público a ter um reflexão socrática sobre a necessidade de adquirir algo e o que são apenas desejos por conta da alienação sofrida por qualquer que tenha sido o meio que chegou a conhecer um produto. Por fim, faz-se imperativo que o indivíduo faça as verificações de confiabilidade antes de simplesmente pagar por um ítem, atenuando a possibilidade de sofrer enganações e golpes no momento da compra. Sendo assim, espera-se que as imperfeições do comércio vitual sejam recorrentemente superadas e haja uma maior segurança na adesão de mercadorias, sejam elas estrangeiras ou nacionais.