O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 03/01/2021
Jeff Bezos é o homem mais rico do mundo e é dono da empresa de comércio digital “Amazon” -principal responsável pela sua fortuna-. Nesse sentido, nota-se a expressividade das compras on-line, as quais, segundo o jornal “ecommerce”, tiveram um crescimento de aproximadamente 40% durante o ano de 2020 no Brasil. Sendo assim, cabe apontar o motivo que levou ao aumento dessa forma de consumo no cenário nacional, a pensar, a diminuição do medo da internet, além dos possíveis desfechos dessa lógica de mercado, como a diminuição dos preços dos produtos e o desemprego estrutural.
Em primeira análise, o aumento do comércio digital tem fundamentação na diminuição do medo da rede no Brasil. Nesse viés, a internet é uma tecnologia relativamente recente na vida dos brasileiros e, em virtude disso, há um certo receio em relação aos perigos inerentes à ela, como roubos de dados. Corolariamente, diversos acontecimentos acabam afastando as pessoas desse mercado, como, por exemplo, a invasão da empresa Apple. Ou seja, o medo de assaltos cibernéticos sempre permeou o imaginário da população brasileira. Todavia, devido ao avanço das redes de proteção e segurança digital, os indivíduos acabam adentrando nessa forma de consumo de forma ligeira, o que marca seu avanço e o o aumento da confiança, fazendo jus ao abordado pelo jornal ecommerce.
Além do mais, faz-se necessário abordar a diminuição dos preços dos produtos como benefício do comércio cibernético. Nesse prisma, as lojas on-line não precisam de diversos profissionais, como atendentes e balconistas, além de não existir a necessidade de uma loja de exposição na qual os produtos ficam expostos. Nesse ínterim, isso ocorre porque essas funções passam a ser desempenhadas pelo próprio site de acesso e os algoritmos, que exercem o encargo da venda para o cliente. Assim, como efeito, tem-se a diminuição dos preços, visto que os gastos diminuiram, de modo a tornar os produtos mais acessíveis para os consumidores. Ademais, como resultado meléfico dessa lógica de comércio, cabe apontar o fenômeno do “desemprego estrutural”, o qual acontece devido ao avanço tecnológico e marca não só a perda do emprego, mas também da profissão, ou seja, os atendentes e balconistas são substituídos permanentemente pelos algoritmos, marcando o fim de tais profissões.
Portanto, nota-se que o comércio digital é vantajoso, mas deve ser acompanhado de uma conscientização dos empresários. Para tanto, cabe à Iniciativa Privada, por meio de uma parceria com o Poder Executivo, promoverem o comércio digital consciente, de forma a manterem suas lojas física para não prejudicarem os contratados que têm suas função ameaçadas pelo meio digital. Para tanto, o Poder executivo deverá fornecer incentivos para o modelo físico de comércio,como a diminuição de impostos, a fim de incentiva-lo. Com isso, tende-se a criar um país moderno e consciente.