O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 04/01/2021
Um dos impactos mais marcantes da pandemia da Covid-19 na economia brasileira se dará na mudança de hábitos do consumidor brasileiro e, com ele, do perfil do varejo nacional. O comércio eletrônico, que já vinha crescendo e conquistando espaço no gosto do consumidor, consolida-se e chega a um novo patamar.
Em um recente estudo da consultoria de gestão estratégica foi analisado os impactos da Covid-19 no comportamento de consumo dos brasileiros. Ele indica que as compras online devem registrar R$ 111 bilhões em 2020 — 49% mais do que em 2019, quando o mercado faturou R$ 75 bilhões. Quando considerada a projeção para o período de 2020 a 2024, a análise aponta que o mercado deve crescer à uma taxa de 17,3% ao ano no período, chegando a aproximadamente R$ 211 bilhões em 2024, novamente considerando o cenário macroeconômico base. No otimista, o crescimento médio anual é de 20,7%, com vendas ultrapassando a marca dos R$ 250 bilhões. E aqui se percebe a mudança no comportamento do consumidor. Uma pesquisa do Instituto Ipsos aponta que o período fez com que os brasileiros passassem a se sentir mais confortáveis com a realização de compras online. O estudo aponta que, no final de março, apenas 28% dos consumidores utilizavam aplicativos para entrega de alimentos de supermercado percentual que chegou a 42% dos consumidores a meados de junho.
Outro dado mostra que a tendência deve se consolidar. Do total que utiliza estes aplicativos por causa da pandemia, 56% afirmam que devem continuar a usar os serviços com a mesma frequência. Outros 35% também continuarão, só que com menos frequência.
O fato é que quem trabalha com o comércio precisa incluir algumas tarefas em sua preparação para o chamado “novo normal”. A principal delas é entender as mudanças pelas quais os consumidores passarão neste período e, com isso, preparar-se para atendê-los em seus novos hábitos e demandas. Mas aí já é outra história, sobre a qual falaremos mais à frente.