O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Conforma o site G1, em 2020, o número de pedidos no comércio virtual cresceu cerca de 40%, com o impulso da pandemia de Coronavírus. No entanto, apesar do comércio on-line ser promissor, o consumismo exacebado e a exclusão das compras na internet são cenários problemáticos no E-commerce brasileiro. Logo, políticas educacionais e infraestruturais devem ser impostas para melhorar essa modalidade virtual.

Nesse contexto, deve-se salientar que, consoante ao pensamento de Guy Debord, a lógica mercadológica forma consumidores passivos, isto é, sem senso crítico e que compram, inclusive, sem necessidade. A esse respeito, insere-se o comércio tecnológico, já que propagandas massivas atingem o internauta e o influenciam, negativamente, para o consumo irresponsável, ou seja, apenas pela falsa sensação de necessidade do produto, análogo ao raciocínio de Debord. Então, fica clara a urgência de educar os civis sobre a importância do consumo equilibrado.

Além disso, vale ressaltar que o comércio virtual é gravemente desigual na sociedade, já que grande parte da população rural, por exemplo, não goza desse mecanismo de compras. Afinal, conforme o site G1, cerca de 70% das propriedades rurais do país não tem cobertura de internet, o que inviabiliza o usufruto do E-commerce. Dessa forma, percebe-se que a igualdade de direitos, presente na Constituição Civil, está apenas no papel. Em suma, é imprescindível que o Estado, de fato, ofereça a ferramenta do comércio tecnológio de maneira igualitária.

Portanto, uma solução plausível para que o crescimento do E-commerce seja positivo será a criação do projeto ‘‘Compra Responsável’’ pelo Ministério da Educação. Posto isso, com verbas federais, propagandas serão elucidadas por economistas e vão abordar a importância do consumo consciente no equilíbrio financeiro. Desse modo, o material será veiculado nas midias digitais com chats on-line para interação social, a fim de mitigar o consumismo exacerbado. Ademais, a União vai custear a implantação de internet nas zonas rurais do Brasil. Assim, a Constituição será respeitada.