O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 12/01/2021
De acordo com a Go2mob, “35% dos brasileiros começaram a comprar online depois da pandemia”, fato este, que consolida a ascensão do comércio virtual no Brasil. Entretanto, apesar disso facilitar e baratear os serviços para o consumidor, a classe trabalhadora - responsável pela entrega de produtos, por exemplo - enfrenta duras condições de trabalho, devido a “uberização” maléfica dos serviços e à alta carga tributária do Brasil.
Primeiramente, existe uma semelhança entre a “uberização”, definida como a modernização do oferecimento de serviços, e a Primeira Revolução Industrial, ocorrida na metade do século XVIII, que trouxe inovações ao setor têxtil. Contudo, assim como no Brasil, as condições de trabalho eram desumanas, com horas trabalhadas altíssimas, incompatíveis com o salário obtido, sendo assim, motivo de alto desgaste e baixa qualidade de vida, dando sentido à atribuição da palavra maléfica nesse contexto.
Ademais, a alta carga de impostos não só que os trabalhadores pagam mas também os micro e pequenos empresários, torna o trabalho cada vez menos rentável. Além disso, as empresas, que fazem o intermédio entre loja e cliente, apesar de não oferecer nenhum amparo aos seus trabalhadores em caso de imprevistos - roubos e acidentes, entre outros - são taxados em excesso pelo governo, tornando a situação ainda pior.
Evidencia-se, portanto, que o Governo, em conjunto com as empresas prestadoras de serviços, como Uber e Ifood, e os trabalhadores, deva procurar dialogar visando reduzir ou equilibrar impostos, promovendo debates entre as partes envolvidas tendo como pautas principais: o barateamento do empreendedorismo no Brasil, condições de trabalho mais dignas e garantia de direitos trabalhistas aos contratados, com o intuito de dar a oportunidade de maiores lucro e segurança para quem trabalha no ramo, consolidando essa modalidade de comércio em todo o território nacional.