O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Diante do recrudescimento da Revolução tecno-científica, foi possível o encurtamento das distâncias entre os países, bem como a ampliação das redes comerciais. Nesse cenário, o comércio virtual vem crescendo de forma exponencial e, por sua vez, traz consigo uma série de riscos aos consumidores, seja a possibilidade de golpes eletrônicos, seja a coercitividade consumista. Por esses motivos, subterfúgios devem ser encontrados para transpor essa inercial realidade.
Torna-se imprescindível analisar, precipuamente, que a comodidade aliada à dinamicidade do comércio virtual são algumas das razões pelas quais os indivíduos optam por tal forma de aquisição de bens. Contudo, muitos sites eletrônicos se aproveitam da vulnerabilidade do consumidor e acabam por aplicar golpes, os quais custam não apenas dinheiro, mas também a saúde mental das vítimas. Segundo o ‘‘Neil Patel’’, o Brasil é líder no ranking de comércio eletrônico da América Latina, sendo, também, líder na aplicação de golpes. Nessa égide, percebe-se a insegurança que o consumo virtual oferece aos indivíduos no mundo hodierno, afastando o Brasil, a cada dia, do progresso.
Faz-se mister ressaltar, ainda, que a grande variedade de oferta de compra e venda desperta nos cidadãos o desejo do ‘’ter’’, conquanto o objeto adquirido possa não assumir função utilitária na rotina de tais pessoas. Sob tal ótica, os indivíduos sentem a necessidade de consumir cada vez mais, vivendo a mercê da obsolescência programada e do descarte desnecessário de materiais. Consoante Paul Watson, inteligência é a capacidade de viver em harmonia com a natureza. Em contrapartida, essa harmonia não é evidenciada nos dias atuais, uma vez que o excesso de consumo despeja na natureza a arrogância humana.
Diante do olhar de Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para a evolução de uma nação. Portanto, urge que o Poder Público crie diretrizes e estratégias para garantir um comércio virtual seguro e consciente, por meio da contratação de fiscais eletrônicos, os quais denunciem o mau uso de sites comerciais e punam os infratores da lei com multas ou sanções governamentais, com o intuito de assegurar os direitos dos consumidores. Outrossim, é preciso que o Governo crie políticas públicas de incentivo ao comércio sustentável e a ações de consumo consciente, por meio de outdoors ou distribuição de panfletos, os quais contenham a importância da conservação do meio ambiente, com o fito de propagar o cuidado com a natureza. Assim, a harmonia dita por Paul Watson será evidenciada ainda nos tempos contemporâneos.