O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Inutilia Truncat
Desde o século XIX, pensadores como Marx e Sartre apregoavam que o homem é determinado pelo meio. À luz dessa análise, no ambiente capitalista da nação verde a amarela, a globalização intrelaça o comércio e a tecnologia, o que determina o atual padrão de vida do homem pós-moderno. Em paralelo a isso, promove o surgimento de uma indústria cultural negligente para as questões ambientais e que necessita ser freiada.
Diante desse cenário, um artigo publicado pela revista Science, em 2019, comprovou a relação direta que a evolução dos meios tecnológicos possui sobre a economia brasileira, sobretudo, após a Terceira Revolução Industrial, quando iniciou-se o desenvolvimento nas áreas de informática e robótica. Sobre essa máxima, a globalização encontrou espaço para envolver a sociedade atual em um ambiente nunca imaginado pelo homem do século XV: o virtual, período em que as informações e os bens de consumo cruzam o mundo com exponente agilidade.
Tendo em vista tal assertiva, o conceito de Indústria Cultural, descrito por Marx, se apropria dessa matanóia econômico-social e tecnológica para adentrar no comércio virtual e potencializar o consumismo na vida do brasileiro, fato que, segundo o economista da Universidade de Oxford, resulta em maior comodidade e praticidade para dentro de suas casas. Assim, em decorrência desse mercado virtual e da sua expansão, a Secretaria de Meio Ambiente apontou que, nas últimas duas décadas, houve um aumento significativo na produção de lixo no Brasil e que buscar meios de freiar esse montante é questão de consciência ecológica.
Destarte, “inutilia truncat”, que significa o corte do inútil, foi utilizado em solo nacional em XVII sob contexto literário, mas hoje é usado sob pretexto social. Partindo dessa máxima, faz-se de suma importância que o comércio virtual brasileiro permaneça em crescimento, mas de maneira sustentável. Para isso, cabe ao Legislativo e ao Executivo, por meio de políticas públicas, firmar iniciativas de reciclagem dentro das cyber empresas. Atrelado a isso é dever do indivíduo, com ações como menor consumo de supérfluos e coleta seletiva, reduzir a produção de lixo. Dessa forma, por meio do trabalho conjunto desses agentes de mudança, a ampliação do comércio virtual não será nociva às terras da “pátria amada Brasil”.