O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Revolução Técnico-Científico-informacional, conforme Milton Santos, proporcionou diversas mudanças sociais e trabalhistas, com destaque para o advento da internet. Nesse viés, observa-se o aumento do comércio virtual no Brasil, algo economicamente favorável. Todavia, esse cenário corrobora com o consumismo exacerbado da população e eleva as taxas de desemprego.

Em primeira análise, consoante com Zygmunt Bauman, os indivíduos modernos buscam a felicidade por meio da satisfação material. Nesse sentido, nota-se uma necessidade social de consumo, que aumentou 30% com o advento do comércio virtual, segundo a Sociedade Brasileiro de Varejo e Consumo, haja vista as facilidades na realização de compras e trocas de produtos, além das diversas opções oferecidas em rede. Com isso, o número de brasileiros consumistas se eleva e estes estão mais propícios a adquirir doenças como ansiedade e depressão, caso não concluam as aquisições desejadas por algum motivo, como a crise econômica atual.

Em segundo lugar, outra consequência vinculada ao comércio online é a elevação do desemprego. Nesse contexto, sabe-se que a partir da Terceira Revolução Industrial, com a mecanização do trabalho e, consequentemente, a substituição pessoas por máquinas, ocorreu desempregos estruturais. De modo semelhante, com a Revolução 4.0 e o aumento do comércio eletrônico, o número de desempregados no Brasil aumentou, pois os “shoppings virtuais”, como o Mercado Livre, têm substituído as lojas físicas, com destaque para o cenário atual de pandemia, no qual as taxas de desemprego podem dobrar, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dessa forma, nota-se que, embora haja dinamismo no comércio virtual, ele pode afetar negativamente a vida de números brasileiros, fazendo-se necessário a realização de medidas para solucionar esse imbróglio.

Entende-se, portanto , que o comércio virtual, embora positivo economicamente para o país, pode gerar efeitos negativos, sendo importante erradicá-los. Para tal fim, o Ministério do Trabalho deve impulsionar empregos, por meio da contratação de ex funcionários logísticos em construções públicas, como viadutos, parques e trabalhos em shoppings,  de modo amplo e considerando as aptidões de cada pessoa, visando reduzir o impacto dessa comercialização na vida dos trabalhadores. Assim, é possível fazer com que essa área comercial evolua sem gerar prejuízos a ninguém.