O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 26/01/2021
O distanciamento social, imposto em 2020, decorrente da pandemia de coronavírus, exigiu que as lojas físicas brasileiras se reinventassem para suprurem as demandas dos clientes. Para isso, houve a criação de lojas virtuais, que facilitam a compra sem sair de casa, distante de pequenos cliques. Apesar dessas inovações, entretanto, o comércio virtual propiciou um ambiente inseguro para a inserção de contas bancárias, além de contribuirem para o consumo desenfreado.
Entre os problemas dessa nova modalidade de varejo, destaca-se a vulnerabilização dos dados financeiros do consumidor. Conforme o sociólogo espanhol Manuel Castells, a sociedade atual é inseparável da internet, como uma “comunidade em rede”. Nesse sentido, ações no mundo virtual tomam forma no mundo real: o uso indiscriminado de cartões de crédito e de débito em lojas virtuais - de confiabilidade duvidosa - facilitam golpes e roubos de dinheiro, fragilizando o planejamento financeiro do comprador.
Ademais, as vendas no meio cibernético apelam para as compras desenfreadas. Ao finalizarem a compra, comumente os sites sugerem ao consumidor a adição de outros produtos no carrinho, com um suposto desconto. Desse modo, incitam-no a comprarem o produto sem necesidade, o que fragiliza seu planejamento financeiro. Assim, tal manipulação prejudica-o a longo prazo e contribui para adquirirem dívidas e prejuízos em sua qualidade de vida.
É imprescindível, portanto, que esses problemas do comércio digital brasileiro sejam sanados. Para isso, empresas privadas devem rever suas plataformas de negócios virtuais, por meio do fornecimento de alternativas mais seguras de pagamento, como boletos bancários ou as próprias cédulas no momento da entrega do produto, para evitar a fragilização da segurança do cliente no meio cibernético. Dessa forma, evitam-se os riscos financeiros para o consumidor e consolida-se, seguramente, o comércio digital no Brasil.