O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 22/03/2021
Parafraseando Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Sob essa ótica, observa-se que a tecnologia tem modificado diversos setores econômicos do Brasil e do mundo, inclusive o comércio, com o denominado “e-commerce”. Entretanto, essa nova forma de comercialização, apesar dos efeitos positivos, pode prejudicar, tanto os comerciantes e produtores, quanto os consumidores, se não for aplicada corretamente. Posto isso, são substanciais estratégias para mitigar os impactos prejudiciais e fomentar os aspectos positivos do comércio virtual.
A princípio, são notórias as benesses do “e-commerce”. Nesse sentido, segundo a plataforma digital G1, o setor virtual registrou um significativo aumento no índice de vendas on-line em 2020, por conta da pandemia, além do crescente número de empresas que decidiram entrar no ramo. A partir dessa informação, tem-se que, entre as mudanças decorrentes da evolução tecnológica está a maior praticidade na compra e venda de produtos, uma vez que as atividades comerciais se tornam mais acessíveis e fáceis, por não exigirem mobilidade urbana e por garantirem maior segurança para a população. Além disso, com essa prática, é notória a maior movimentação da economia, principalmente em tempos de pandemia, pois em razão do isolamento social, a população não pode sair para fazer compras. Desse modo, é inquestionável o efeito transformador do aumento do comércio virtual no país para o desenvolvimento da economia e para o futuro da nação, o que demanda o seu incentivo.
Por outro lado, é fato que o comércio virtual possui aspectos negativos a serem analisados. Sob esse prisma, segundo o filósofo Locke, em sua teoria da “Tábula Rasa”, o homem é um papel em branco a ser preenchido por experiências ao longo da vida. Analogamente, muitos brasileiros ainda são uma “folha em branco”, no que concerne aos cuidados no momento de realizar compras on-line. Nesse viés, incertezas relativas ao produto, geradas pelas recorrentes fraudes e pela perda de itens, além dos altos preços dos fretes, sem garantia de que a mercadoria chegará dentro do prazo “sugerido” são algumas vertentes negativas do “e-commerce”. Ademais, há um risco de o produto recebido não corresponder à escolha feita no momento da compra, seja devido a uma cor diferente ou a uma qualidade inferior. Assim, é imprescindível a cautela ao usar os meios digitais para aquisição de bens e serviços.
Infere-se, portanto, que o comércio virtual no Brasil possui aspectos positivos e negativos. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas, mediante propagandas em midias sociais, com orientações para os consumidores sobre cuidados a serem tomados durante compras on-line, reforçando a necessidade de pesquisar a idoneidade dos vendedores, com o fito de mitigar riscos dessa modalidade de comércio. Dessa forma, o comércio virtual poderá, verdadeiramente, “mover” o Brasil.