O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 01/04/2021

De acordo com as pesquisas relativas ao e-commerce no Brasil, desde o ano de 2014, o faturamento do comércio eletrônico vem crescendo ano a ano, tendo aumentado consideravelmente no último ano em razão da pandemia.

Apesar dessa modalidade de comercialização movimentar a economia de forma positiva, ela tende a prejudicar outros setores como por exemplo, o ramo imobiliário e a contratação de mão de obra, o que remete a uma reflexão sobre os prós e contras da economia na era digital.

De fato, não se pode negar que o isolamento social por conta do COVID-19, obrigou os comerciantes a se readaptarem, pois do contrário não conseguiriam sustentar as despesas.

Esse “novo normal”, com decretos municipais e estaduais determinando o fechamento do comércio (lockdown) provocou uma reestruturação na forma de atender, comercializar e prestar serviços, por meio de site/plataformas e aplicativos digitais, o que por consequência para muitos reduziu  os custos com aluguel e mão de obra, entre outras despesas que uma loja física possui.

Por outro lado, as demissões provocaram um aumento no desemprego, o que fez as pessoas procurarem ainda mais o INSS, pedirem ajuda ao governo, sem contar a inadimplência e o fechamento de empresas, e o não pagamento de aluguel destas.

Claro que nem todos buscaram recursos do governo para a sobrevivência da família, contudo, aumentou o trabalho informal para se tentar sobreviver a essa crise que o país está enfrentando, bem como se reduziu a contribuição de impostos.

Assim, por mais que as pessoas sejam obrigadas a se reinventar para sobreviver a essa pandemia e, os recursos digitais, como o e-commerce, vieram para auxiliar a movimentar a economia, é preciso analisar todos os setores do país, para que não fiquem desfalcados, ou seja, não aumente as desigualdades sociais.