O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Desde a Idade Média o comércio já se expandia buscando novos territórios, com passar dos séculos e as Revoluções Industriais esse meio ganhou ares ainda maiores alcançando as plataformas digitais. Seja pela comodidade, ou pela rapidez no ato da compra, o comércio virtual, que já vinha batendo recordes ano após ano, cresceu ainda mais no Brasil em 2020. No entanto, seus consumidores devem sempre estar atentos a fraudes, golpes e a legislação vigente para resguardar seus direitos.

Em primeira análise, com o crescimento expressivo das vendas pela internet em 2020, o comércio virtual cresceu 40% no país, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm). Nesse cenário, fatores como a pandemia do COVID-19 contribuíram para a chegada de novos consumidores. Além disso, a facilidade na hora da compra e as várias lojas disponíveis a um clique tem mantido esse público cativo.

Em segunda análise, o comércio virtual ainda guarda alguns perigos para os compradores mais desatentos, como fraudes e produtos com especificações duvidosas. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o cliente tem direito de devolver o produto em até 7 dias úteis após a compra, o que da mais credibilidade as plataformas virtuais. Contudo, essa legislação só é válida para empresas nacionais ou estrangeiras que tenham filial no Brasil. Logo, compradores desatentos podem ser prejudicados pela falta de informação.

Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente com as empresas criarem diretrizes voltadas para informar o consumidor, disponibilizando em seus sites de venda os direitos de forma clara e resumida sobre cada produto para que seus clientes estejam cientes de suas compras, melhorando assim a dinâmica e o respeito no comércio virtual. Além disso, as escolas e a mídia devem fazer campanhas sobre os riscos do consumo digital, destacando golpes e as formas de prevenção, para assim criar consumidores conscientes.