O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 14/04/2021

Como avanço da tecnologia cada vez mais as operações cotidianas tem sido transferidas para o meio virtual. Isso, junto a mecanização do setor primário da economia, como as atividades agrícolas no campo, impulsiona a terceirização e o comércio. Assim, a consolidação dos empregos digitas junto a precarização do trabalho vem promovendo um crescimento nas transações online.

Em primeira análise, é notável o papel dos influenciadores e dos criadores de conteúdo na expansão do comércio virtual. Redes sociais, como o Instagram e o YouTube, possibilitaram que pessoas adquirissem uma plataforma e gerassem uma renda a partir de publicidades e parcerias. O sucesso desse fenômeno se deve a área do marketing conhecida como geração de demanda, baseada na influência dessas figuras e da relação de proximidade eu essas redes proporcionam.

Em segundo lugar, a crescente precarização do trabalho gerada pelo alto desemprego, taxa que no fim de 2020 chegava próxima dos 14%, acarretou em uma busca por alternativas ao salário. Essa situação levou muitas pessoas ao comércio informal, independente dos custos de uma loja física. Dessa forma, é possível observar cada vez mais perfis e sites voltados para a venda de manufaturas, alimentos e até uma oferta de serviços, mediados pela interação virtual.

Assim é possível concluir que, o aumento de pessoas que recorrem ao comércio online se dá pela crescente inserção de influenciadores no mercado de trabalho e pelo declínio das condições de emprego da população brasileira. Portanto, as transações virtuais fazem parte da adaptação do modo de produção capitalista à contemporaneidade, já o desemprego pode ser combatido por medidas do Ministério da Economia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, por meio da geração de empregos e disponibilização de auxílios.