O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/04/2021

Conta-se muito tempo desde que as drogas do Sertão perderam seu valor no mercado interno. Outrora muito cobiçadas, essas mercadorias já foram o grande incentivo para bandeiras (expedições) do século XVI desbravarem as florestas e dominarem os atuais territórios do Brasil. Isto posto, a possibilidade de uma mercadoria atravessar o país em menos de uma semana poderia deixar um bandeirante incrédulo, mas não um comerciante contemporâneo. Com o advento da internet e sua eventual diminuição das fronteiras comunicativas, faz-se pertinente a discussão acerca do crescimento do comércio virtual brasileiro.

No que tange à sua súbita expansão, a praticidade da compra online se torna, no século XXI, seu principal atrativo. Em decorrência da Terceira Revolução Industrial, ou Revolução Tecnológica, tal atributo adiquiriu tamanho prestígio moral que molda o estilo de vida presente à contante maximização da produtividade. Desse modo, a valorização do trabalho em deterimento da vida pessoal condecora qualquer ferramenta utilitária que previna o empregado de consumir seu tempo e energia fora do ofício, como, por exemplo, deslocando-se ao shopping ou até mesmo à mercearia.

Cabe destacar, ainda, que a evolução do e-commerce (vendas online) é fonte da potencialização financeira entre transportadoras e entregadores. Tal qual comprovado por Henry Ford e sua dinâmica de produção, a divisão do trabalho, afora melhorar o rendimento previamente destacado, gera empregos ao criar novas funções para um indivíduo exercer na sociedade, ao sair de um contexto exclusivamente industrial. Dessa forma, o consumidor passa a normalizar o pagamento pelo transporte do produto, quando não abusivo, e fornece lucro para os envolvidos no processo.

Em virtude dos fatos mencionados, pode-se afirmar que o negócio cibernético representa o novo modo de transição da modernidade, e como país em desenvolvimento, é imprescindível que o Brasil não usufrua corretamente de sua capacidade. Todavia, a infraestrutura ultrapassada, baseada em uma logística rodoviária implementada na década de 50 por Juscelino Kubitschek, continua a encarecer os bens em tráfico por consequência do baixo porte dos caminhões e do alto custo da gasolina. Assim, cabe ao Ministério da Infraestrutura ampliar as redes de transporte nacional através do maior investimento no sistema ferroviário, ao considerar sua maior capacidade de carga e velocidade. Em vista disso, prova-se a possível evolução econômica de pequenas e grandes empresas e  como só o apoio Federal tem o poder de unir um país de proporções continentais.