O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 13/04/2021
‘‘A tecnologia move o mundo’’. A citação do empresário norte-americano Steve Jobs é oportuna com o atual cenário brasileiro, na qual o país demonstra avanços no E-Commerce, que é o comércio de compras e vendas feitas pela internet. Contudo, apesar das vantagens de praticidade e comodidade, o comércio virtual favorece a exclusão de indivíduos que não estão adaptados as novas mudanças sociais. Com isto, convém analisar os prós e contras dessa problemática social.
Em primeira análise, o comércio eletrônico facilita as ações cotidianas. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a qual desenvolve o E-Commerce nacional, cerca de 58 milhões de braileiros utilizam o comércio virtual, com perspectivas crescentes para os próximos anos. Esse panorama é fruto, em especial, da Pandemia do Covid-19, em que a necessidade do isolamento social oportunizou as compras virtuais para minimizar a ocorrência de disseminação do vírus. Portanto, essa mudança de conduta social simplificou a rotina de milhões de brasileiros.
Entretanto, o E-Commerce acaba por excluir grupos que não estão aptos às novas mudanças sociais, sobretudo quanto as novas tecnologias. Conforme o biólogo Charles Darwin, ‘‘Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudancas’’. Análogo ao que foi dito por Darwin, expõe-se a situação de lojas e comércio locais, as quais não atende as novas mudanças tecnológicas, e que mesmo com esforços, são excluídos desse novo modelo de mercado. Logo, essa exclusão é danosa para continuidade dos comércios físicos.
Destarte, cabe ao Ministério da Economia em conjunto com as Secretarias de Planejamento a resolução do óbice. Nesse sentido, com projetos de modernização de lojas e comércios locais desprovidos de atuação no mercado virtual, por meio da inserção dos mesmos no E-Commerce e com o auxilio de equipes especializadas no meio digital, que os oriente em suas condutas no comércio eletrônico. E com isto, possibilite o avanço das novas tecnologias no Brasil, tal qual prévia Steve Jobs em relação ao mundo.