O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 13/04/2021

Com a pandemia do COVID-19, a comercialização de produtos via internet ganhou força. Porém, as altas taxas de entrega e a prática de estelionato (fraude com o objetivo de obter vantagem) de “sites fantasmas” apresentam-se como desafios para o crescimento do comércio virtual no Brasil. Nesse sentido, esses fatores devem ser superados para que uma nação mais íntegra e desenvolvida economicamente seja alcançada.

Em primeira análise, ocupando uma posição de destaque no ranking mundial de economia, espera-se que o Brasil, como potência emergente, não cobre valores monetários grandes na entrega das compras online. Contudo, essa não é a realidade. Segundo o filósofo Thomas More, na obra “Utopia”, a sociedade é apresentada como perfeita, na qual o corpo social é caracterizado pela abstenção de problemas. De maneira análoga, a realidade atual não encontra esta perfeição, à medida que apenas grupos ascendentes da sociedade brasileira possuem condições econômicas de pagar por essas taxas, quabrando a idealização de More. Esse fato é entristecedor, visto que o comércio virtual foi criado para facilitar a aquisição de bens e não de segregar ainda mais o país.

Ademais, é importante ressaltar a criação de “sites fantasmas”, praticando assim o estelionato, como fator agravante para estagnação do comércio virtual. Nessa perspectiva, consoante o sociólogo o alemão Ralf Dahrendorf, no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social na qual as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. Assim, pode-se fazer uma alusão, na qual o ato de criar estes sites apresentam-se como anomia no atual cenário brasileiro, confirmando a tese de Dahrendorf. Isso é de extrema preocupação, haja vista que os usuários virtuais procuram mercadorias online para uso e esse grupo social falta com a responsabilidade de cumprir com o objetivo de um site de compras, prejudicando os consumidores. Além disso, fere o Código Penal, à proprorção que pratica fraudes e golpes.

Portanto, é evidente que medidas são necessárias. O Governo Federal deve facilitar o comércio virtual no Brasil, por meio da diminuição das taxas de entrega nas compras online, nas quais irá padronizar o custo monetário dos fretes, a fim de que todos os cidadãos tenham acesso a esse tipo de consumo. Outrossim, o Estado deve garantir o cumprimento do Código Penal, por intermédio da fiscalização mais intensa para a verificação da veracidade dos “sites fantasmas”, com a finalidade de diminuir o índice de golpes cibernéticos. A partir dessas ações, espera-se que haja uma melhora no atual cenário brasileiro.