O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 19/04/2021

No filme “WiFi Ralph”, os protagonistas Ralph e Vanellope se inserem no mundo da internet para realizar a compra de um objeto que presencialmente seria inacessível obter. Fora das elas de cinema, o “E-commerce” tem crecido cada vez mais, não só por dificuldade de aquisição, mas por praticidade. Porém, ao voltar-se para o cenário brasileiro, o aumento do comércio virtual é preocupante, por possuir gargalos atrelados. Isso ocorre devido à falta de infraestrutura brasileira e ao crescente consumismo.

Em primeira análise, é evidente que a rede de infraestrutura brasileira está debilitada para um comércio acentuadamente virtual. Implantado desde 1950 no governo JK, a rede rodoviária permanece até meados do século XXI, mesmo com tantos avanços tecnológicos e estratégicos disponíveis para meios de transporte e entrega. Ainda que no ano de 2020 o comércio virtual tenha ampliado 68%, segundo o levanamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico ( ABComm ) aliada à Neotrust, os Correios continuam com sua rede de estoques, processo que dificulta a entrega do produto ao cliente. Infelizmente, esse cenário atrelado ao Brasil é existente, deixando-o com um prejuízo enorme ao compará-lo com países mais desenvolvidos e globalizados.

Ademais, vale ressaltar que, com o crescimento do “E-commerce” e, consequentemente, dos anúncios no panorama on-line, aumenta-se também, o consumismo. Explicado pelo filósofo alemão Schopenhauer, a vontade é um sentimento incessante, pois nunca a plena satifação será alcançada. Dessa forma, ao comprar algo que não é totalmente necessário, a vontade de comprar ficará cada vez maior e, após a compra, uma decepção momentânea e, com ela, mais vontade de comprar. Nessa perspectiva, é claro como o consumismo se torna um ciclo infortunadamente banalizado e automatizado pois, em alguns cliques, uma simples vontade pode gerar uma vasta decepção.

Portanto, diante do cenário brasileiro ligado à falta de infraestrutura e da banalização do consumismo, entende-se a improbabilidade do comércio virtual crescer de maneira convicta no Brasil. Logo, o Governo voltado para o âmbito executivo, juntamente a reuniões no Congresso Nacional devem rever o planejamento dos transportes para mercadorias de origem on-line no país, além de implantar novos meios de entrega, se ajustando ao modelo “E-commerce” tão pertinente na atualidade. Além disso, Instituções Sociais escolas e famílias devem educar, por meio de ensinamentos lúdicos e práticos que o consumismo, apesar de comum, deve ser cada vez mais controlado e questionado, a fim de instruir financeiramente e emocionalmente os futuros adultos brasileiros e, dessa forma, permitir com que o crescimento do comércio virtual seja majoritariamente benéfico não só em adaptações cinematográficas, mas também na realidade brasileira.