O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 21/04/2021

A “dupla revolução” – termo cunhado pelo historiador Eric Hobsbawm – sintetiza que: enquanto a Revolução Industrial alterou a economia mundial, a Revolução Francesa transformou consideravelmente as relações políticas mundiais. Analogamente, é possível afirmar que o comércio virtual, também, é um fenômeno que revolucionou os setores de compra e venda, o que justifica o seu crescimento substancial na nação. Nesse sentido, convém averiguarmos, não apenas os aspectos positivos de tal influência, como também as suas atuais fragilidades no Brasil.

De início, é válido salientar a agilidade nos processos de compra e venda online como um dos principais pontos positivos da temática em questão. Isso porque, na maioria das vezes, não há a necessidade de o possível comprador dirigir-se à(s) loja(s) física(s) para realizar qualquer tipo de pesquisa de preço do produto de seu interesse, visto que, atualmente, a maioria desses dados já se encontram disponíveis na internet. De conforme, segundo estatísticas do E-commerce Brasil sobre o comércio virtual em 2017, o tempo médio para o indivíduo, ao iniciar a busca online por determinado produto, finalizar a compra é de apenas 26 minutos. É inegável, dessa forma, o potencial positivo que tal ferramenta comercial possui para facilitar determinados aspectos cotidianos de nossa população – como o “ganho” de tempo para outros afazeres.

Em contrapartida, tem-se as tentativas de fraudes no “mundo virtual” – tal qual a promoção de propagandas falsas – como um dos principais reflexos m=negativos do mercado em questão. Isso, pois, com o crescimento exponencial hodierno de compras e vendas online no país, infelizmente, também aumentaram as tentativas de golpes em tal segmento comercial. Conforme dados do Tecmundo, por exemplo, houve em 2020, em comparação com o ano anterior, o crescimento de 15% nos índices de propagandas estelionatárias no comércio virtual nacional. Destarte, é imprescindível que o Brasil – país dito “em desenvolvimento” – evolua, em nossa população, mecanismos que a previna quanto a incidência e possíveis avanços de tais dados.

Para obter os melhores ganhos desse progressivo avanço do comércio virtual, portanto, são necessárias medidas incisivas sobre o impasse inibidor. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de escolas e locais públicos, realizar palestras que elucidem e instruam nossos habitantes sobre possíveis ações e cautelas que podem nos preservar de golpes no comércio online. Tal ação, então, deve ser ministrada por profissionais da área da tecnologia da informação e/ou economistas. Espera-se, com isso, que nossa população seja munida com os subsídios necessários para que ela possa melhor usufruir dos benefícios gerados por esse mercado em ascensão.