O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 15/04/2021

Com o advento da tecnologia, no século XX, a internet surgiu como uma facilitadora na vida das pessoas. Um exemplo disso é o comércio virtual, mais conhecido como “e-commerce”, que tornou a experiência de compras mais rápida e fácil para os consumidores. No Brasil, a prática dessa modalidade aumentou significativamente nos últimos anos, visto que demanda menos tempo dos clientes. Entretanto, mesmo proporcionando essa diminuição, as vendas “online” também podem oferecer perigos, como o roubo de dados bancários.

É válido ressaltar, a princípio, que o crescimento do comércio eletrônico minimiza a quantidade de tempo utilizada para as compras. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade atual vive uma modernidade líquida, na qual tudo deve acontecer da maneira mais rápida possível. Nesse viés, o “e-commerce” surge como uma alternativa para diminuir o período de obtenção das mercadorias desejadas. Isso ocorre pois o consumidor tem a possibilidade de obter os produtos em qualquer hora e local, já que, para isso, é necessário, apenas, ter conexão com a internet. Com esse acesso, o cliente pode entrar em diversos “sites” e, com apenas alguns “cliques”, adquirir qualquer objeto que desejar. Desse modo, o comércio virtual atrai mais compradores, aumentando o número de vendas.

Todavia, essa modalidade de compras também oferece riscos para os consumidores. De acordo com estudos da NeoTrust, empresa que trabalha com o mercado digital, o comércio virtual faturou, no ano de 2019, aproximadamente 75 bilhões de reais, ou seja, muitos brasileiros realizaram compras “online” nesse período. Por causa desse faturamento, alguns “sites” passaram a promover essa prática para se aproveitar do consumidor, anunciando produtos falsos para adquirir informações sobre os dados bancários, utilizados para realizar a suposta “compra”. Com isso, os donos desses sítios eletrônicos fazem uso desses elementos para roubar o dinheiro dos clientes, muitas vezes clonando os cartões de crédito utilizados para tal ato, o que prejudica os compradores.

Portanto, é necessário que o comércio virtual no Brasil continue crescendo, mas de forma segura. Para isso, é imprescindível que os consumidores se atentem aos “sites” utilizados para as compras, se atentando aos detalhes, como anúncios suspeitos, e pesquisando em outros locais para saber se o sítio eletrônico acessado é de confiança, de modo a impedir o roubo de dados. Ademais, é importante que as empresas de navegadores de internet analisem as páginas que oferecem esse tipo de venda, verificando a confiabilidade e segurança delas. Isso pode ser feito com a utilização de programas que identifiquem se os “sites” em questão possuem alguma movimentação suspeita e, caso possuam, promovam o impedimento de acesso por parte dos clientes, possibilitando, assim, a segurança deles.