O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/04/2021

Por volta de 1970 e com o nome de “Harpanet”, a “Internet”, no Brasil, chegou no início da década de 90. Entretanto, o seu uso começou a se popularizar, por aqui, nos anos 2000 e não se limitou a ser um instrumento de trocas de mensagens. Porque ela, também, proporcionou uma revolução no comércio em geral, que cada vez mais é dependente do mundo virtual. Porém, existem fatores que precisam ser superados, como o não acesso de todos à rede e a infraestrutura logística precária, que impedem o aumento de volume de negócios em ambientes digitais.

Primeiramente, para o “E-commerce” ou Comércio Eletrônico em inglês continue a crescer em nosso país, há a necessidade de se garantir o acesso à rede a todas camadas da sociedade. Pois, dados do Instituto de Geografia Estatística (IBGE) mostram que cerca de 40% das famílias brasileiras não possuem internet em suas residências; cuja maioria não tem condições financeiras para manter um acesso regular ou por dificuldades na hora de navegar. Ou seja, uma parcela considerável da população está fora desse meio e assim deixando de fortalecer esse importante segmento da economia.

Entretanto, dados do Ministério da Economia, em 2020, informam que houve um aumento de quase 40% de empresas especializadas em vendas “on-line”, muitas impulsionadas a ingressar nessa modalidade por causa da pandemia causada pela Covid-19. Contuddo, o Brasil é um país de dimensão continental e com problemas estruturais em portos, aeroportos e estradas, que se expressam em dificuldades na circulação de bens e de serviços em boa parte do território. Logo, muitos negócios que são realizados pela rede acabam sendo limitados a determinadas áreas por limitações logísticas.

Portanto, para pavimentar um crescimento mais sólido e rápido do comércio eletrônico, melhorias de infraestrutura e de acesso à internet precisam de feitas. Para isso, o Governo Federal, por meio dos Ministérios de Comunicação e da Economia, pode fazer aquisição de novas tecnologias de quinta geração, o “5G”, que melhorariam esse serviço nos grandes centros e expanderiam-se pelo interior do país, assim aumentando o número de usuários e de fluxo de negócios virtuais. Mas também, uma série de investimentos em infraestuturas urbana e de transportes que facilitariam os deslocamentos das mercadorias, como a duplicação das estradas, a construção de ferrovias e de aeroportos. Assim, medidas iguais a essas seriam muito importantes para o fortalecimento de tal prática comercial que ainda se encontra em expansão no Brasil.