O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 19/04/2021

No filme “Um senhor estagiário”, de 2015, é retratada a empresa de Jules, uma mulher que resolve investir no comércio virtual e abre uma loja de roupas que entrega seu produto para todo país. Fora da ficção, nota-se que o cenário exposto na película é cada vez mais evidente no Brasil, pois a população tem investido de forma crescente nas compras e vendas no mercado virtual. Com base nesse viés, é necessário analisar a importância do e-commerce na economia e os perigos desse meio digital.

A princípio, ressalta-se que, de acordo com o Mastercard SpendingPulse, um indicador de vendas, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 73% em 2020. Nesse sentido, percebe-se que o comércio virtual continuou contribuindo no eixo econômico do Brasil, mesmo em meio a um ano que ocorreu a pandemia do COVID-19, que levou à desaceleração econômica no mundo todo. Diante disso, vê-se que a importância dessa linha comercial na sociedade brasileira é evidente, visto que, segundo a empresa PayPal, o número de comércios on-line cresceu cerca de 40% e o principal motivo foi a alternativa contra o desemprego. Entretanto, apesar de ser um viés necessário, sobretudo para o pilar da economia, o apoio Estatal à capacitação dos empresários iniciantes não é da forma devida, o que dificulta o desenvolvimento deles e a sua contribuição monetária ao país.

Ressalta-se, ainda, que, apesar de ser de suma importância no cenário econômico atual, os perigos encontrados no meio virtual do comércio ainda são alarmantes. Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, o povo brasileiro é o que mais sofre com ataques on-lines referente à compras e vendas. Nesse sentido, nota-se que essa atividade ainda não configura um cenário efetivamente seguro, apesar de já haver a lei de proteção de dados, que visa a privacidade das informações do indivíduo, e o marco civil da internet, que protege o consumidor dos crimes virtuais. Assim, é preciso que haja uma efetividade da legislação, pois, à luz do contratualista John Locke, é dever do governo proteger o povo, e o Estado deve assegurar as diretrizes estabelecidas de maneira plena.

Portanto, é necessário que seja continuado o crescimento do comércio virtual no Brasil. Para tanto, é preciso que os governos estaduais, em parceria com instituições de ensino técnico profissionalizante, ofereça capacitação aos comerciantes virtuais, por meio de cursos voltados às áreas de comércio e marketing digital, com o objetivo de qualificar o indivíduo para que ele se desenvolva de forma plena no meio do e-commerce e contribua, também, para a economia. Faz-se necessário, ainda, que o Ministério da Justiça assegure de forma devida as leis que visam proteger o consumidor e vendedor digital, com a coleta de informações periódicas sobre o tema e o incentivo às denúncias, a fim de garantir os direitos do cidadão. Dessa maneira, novos Jules surgirão no país, mantendo o crescimento econômico.