O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/04/2021

“A vida só é possível reiventada”. Esse trecho do poema “Reinvenção” de Cecília Meireles pode ser associado ao crescimento do comércio virtual no Brasil. Afinal, com a novas formas de relação e busca por maior praticidade, o Brasil adotou o “e-commerce” e, consequentemente, alavancou integralizalmente e economicamente.

Em primeira análise, é notório o quanto as condições foram propícias para o Brasil adotar o “e-commerce”, uma vez que as formas de relação e comportamento do consumidor foram modificadas e ampliadas. Tal assertiva é exemplificada a partir da pesquisa, realizada pelo Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação em 2019, a qual atesta que 134 milhões de brasileiros acessam a internet. Soma-se a essa condição, a busca natural do consumidor por maior praticidade na hora da compra, favorecendo o aceleramento do desenvolvimento do comércio virtual. Essa temática pode ser concatenada ao “Princípio de Hamilton”, o qual valoriza o menor esforço para se realizar uma ação, atitude pretendida pela sociedade atual. Dessa forma, com todas essas mudanças, foi imprescindível a reinvenção e adaptação do mercado para a sua perpetuação.

Em segunda análise, é perceptível que o desenvolvimento do comércio virtual propiciou uma maior integração entre as regiões brasileiras, visto que isso é uma consequência do processo de ampliação da tecnologia. Essa afirmativa pode ser associada ao conceito de “globalização” de Milton Santos, o qual relaciona a internet com o processo de quebra de barreiras. Ademais, esse pensamento é exemplificado a partir do crescimento das “Lojas Americanas”, original do Rio de Janeiro, que doravante a internet, passou a alcançar todas as regiões do país. Além disso, o “e-commerce” é um grande fator contribuidor para a economia do Brasil. Tal relação é observada na pesquisa realizada em 2019 pela Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais, a qual afirma a movimentação de 323,5 bilhões de reais na economia brasileira devido ao comércio virtual.

Por conseguinte, é cognoscível o crescimento do comércio virtual e suas consequências positivas no Brasil, embora necessite de melhorias e aprimoramentos. Portanto, torna-se importante que o Ministério da Economia, principal responsável pelo crescimento econômico, priorize o “e-commerce” a partir de investimentos e maior democratização da internet a fim de aumentar positivamente a influência desse setor na renda brasileira. Outrossim, é fulcral que as empresas online, base desse novo comércio, se aprimore e personalize por meio de pesquisas sobre o perfil do consumidor para que atraia uma maior parcela de adeptos a essa nova tendência tecnológica do mercado. Assim, o comércio poderá se perpetuar a partir da reinvenção de acordo com as exigências atuais.