O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 20/04/2021
O filme “click”, estrelado por Adam Sandler, explicita, em seu enredo, o dilema vivido por Michael, arquiteto que, ao encontrar um “controle remoto mágico”, passa a controlar diversas atividades do seu cotidiano na “palma de suas mãos”. Ao sair dos tablados ficcionais, no que diz respeito ao Brasil atual, percebe-se que o cenário vivido no filme está, cada vez mais, próximo da realidade brasileira, visto que, assim como Michael, a população passou a realizar uma atividade, antes presencial, de forma virtual: as compras. Assim, é imprescindível analisar o fator propiciador do aumento da comercialização virtual no Brasil, bem como o principal empecilho desse.
É válido, antes de tudo, analisar que o aumento do “e-comércio” tem relação direta com a rotina frenética da sociedade brasileira. Isso porque, as longas jornadas de trabalho e a incessante busca por ascensão econômica privaram os indivíduos de seus tempos livres. “Tempo é dinheiro”, cada vez menos, a ida às compras se torna algo viável para as pessoas e, nesse cenário, a instauração do comércio virtual se faz, gradualmente, mais notória. Ao tomar como base o ideal de “sociedade em rede”, do pensador Manuel Castells, é cabível associar tal concepção ao dia a dia no Brasil que, paulatinamente, se desloca para as redes informacionais.
Pontua-se, ainda, que a efetivação plena dos “shoppings virtuais” passa por percalços. Tal fato ocorre, por causa da exorbitante presença de hackers e criminosos no âmbito virtual. A criminalidade cibernética inviabiliza o engajamento totalitário daqueles que mais precisam da comercialização virtual, a própria sociedade. Impulsionados pelo medo de terem seus dados pessoais vazados e suas contas bancárias invadidas, as pessoas evitam a utilização(e os respectivos benefícios) da flexibilização das compras no meio virtual. Segundo o geógrafo Milton Santos, “a globalização foi perversa” e, nessa ótica, a criminalidade virtual é prova de tal conceito.
Dessa forma, ações para viabilizar a utilização plena do “e-comércio” são necessárias. Nesse ínterim, é dever do Governo Federal, por sua responsabilidade com o bem-estar social, em parceria com as empresas de compras virtuais, a instituição de um projeto de fiscalização e unificação dos sites de venda. Tal projeto deverá ser realizado por meio da sistematização das lojas e de seus produtos em um único site de compras nacional, facilitando, assim, a fiscalização e segurança dos dados pessoais dos consumidores. E isso, para que, com tal unificação, seja possível uma maior adesão da sociedade às compras virtuais. Dessa maneira, progressivamente, a sociedade brasileira se aproximará da realidade tecnológica vivida por Michael em “Click”