O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Devido a recente pandemia do novo vírus COVID-19, os costumes diários foram ressignificados para o distanciamento social, transferindo atividades, antes presenciais, para o mundo online, por meio da internet e do celular. Essa modificação foi intensa, principalmente, no setor de vendas, o qual precisou entrar para o viés do comércio virtual. Assim, nota-se que esse novo panorama, ainda enfrenta problemas, como o problema de distribuição de entregas, e de sua não democratização no país.
Em primeiro lugar, segundo o inventor americano Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Tal frase faz-se atual, pois com o avanço da Globalização e difusão dos aparatos tecnológicos, setores da sociedade, como o de compras e vendas, precisam inovar e entrar no cenário virtual. Esse processo pode ser visto por um viés positivo, pois devido a praticidade, rapidez e conforto, o comércio virtual torna a compra se torna mais atrativa e isso movimenta a economia do país. Porém, esse ainda sofre com o processo de má distribuição das mercadorias, devido à baixa opções de entrega e demora dos correios. Para exemplificar, o site Reclame Aqui publicou que reclamações quanto ao atraso de entregas no brasil cresceu em 61% no último ano, mostrando que há uma falha de logística na última etapa da compra do consumidor.
Em segundo plano, apesar do benefício do comércio virtual para a superação das crises, esse sofre com o problema do alcance desigual no país, visto que nem todos possuem acesso à internet. Tal ideia pode ser vista na música do cantor e compositor Gilberto Gil, “Queremos Saber”, que retrata sobre os avanços sociais, mas com o olhar de que ainda não são para toda a sociedade. Assim, nota-se que a flexibilização de compras no país precisa ser democrático, ao alcançar toda a sociedade, para que dessa forma, essa nova faceta seja ampla e seus pontos positivos sejam para toda sociedade. Um dos empecilhos, portanto, é a realidade de difícil acesso à internet no Brasil, visto que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 47 milhões de brasileiros não possuem tal acesso.
Por fim, é útil que caminhos sejam elucidados para a promoção do comércio virtual no Brasil. Assim, é útil que o Ministério da Economia, responsável pela gestão e execução da política fiscal do país, faça parceria com empresas privadas de entrega para a melhora do sistema de entregas do país, ao direcionar verbas adequadas e melhorar a gestão dos correios, para que assim, o sistema de distribuição acompanhe o crescimento do comércio virtual. Além disso, é útil que o Governo Federal faça um mapeamento das regiões do país que não possuem acesso à internet, criando planos do serviço para as áreas à zero ou baixo custo, para que dessa maneira, o comércio de forma eletrônica seja democrático no país.